HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2023
Criança de 6 meses de idade é levada ao pronto socorro com quadro de tosse e coriza há 48 horas. Apresenta redução parcial da aceitação alimentar. Ao exame: Bom Estado Geral, eupnéica, afebril. Oroscopia e Otoscopia sem alterações. Ausculta pulmonar com roncos bilaterais difusos. Diante do quadro clínico a conduta inicial inclui:
Resfriado comum em lactentes: manejo sintomático com lavagem nasal é a conduta inicial mais eficaz e segura.
Em lactentes com sintomas de resfriado comum (tosse, coriza, roncos), a lavagem nasal com soro fisiológico é a medida mais importante para aliviar a obstrução e o desconforto respiratório. Antibióticos, vasoconstritores e anti-histamínicos não são indicados rotineiramente e podem ter efeitos adversos.
O resfriado comum é uma infecção viral autolimitada das vias aéreas superiores, extremamente frequente em lactentes e crianças pequenas. É a principal causa de consultas pediátricas e, embora benigno, pode gerar grande desconforto e preocupação nos pais. A etiologia é predominantemente viral, com rinovírus sendo o agente mais comum, seguido por coronavírus, adenovírus e vírus sincicial respiratório. A transmissão ocorre por contato direto com secreções respiratórias. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas típicos de tosse, coriza e obstrução nasal. O exame físico geralmente revela bom estado geral, ausculta pulmonar com roncos difusos e, por vezes, hiperemia de orofaringe. É crucial diferenciar o resfriado comum de condições mais graves, como bronquiolite ou pneumonia, embora a maioria dos casos seja benigna. A fisiopatologia envolve a inflamação da mucosa nasal e faríngea, levando à produção excessiva de muco e edema. O tratamento do resfriado comum em lactentes é essencialmente sintomático. A lavagem nasal com soro fisiológico é a pedra angular do manejo, promovendo a desobstrução das vias aéreas e facilitando a alimentação e o sono. Medidas de suporte como hidratação adequada e umidificação do ambiente também são importantes. É fundamental orientar os pais sobre a ineficácia e os riscos de antibióticos, descongestionantes e antitussígenos em crianças pequenas, evitando a medicalização desnecessária e potenciais efeitos adversos.
Os principais sintomas incluem tosse, coriza (inicialmente clara, depois espessa), espirros, obstrução nasal, irritabilidade e redução parcial da aceitação alimentar. Febre baixa pode estar presente, mas não é regra.
A lavagem nasal ajuda a remover secreções, desobstruir as vias aéreas e facilitar a respiração e alimentação do bebê. É uma medida segura e eficaz que alivia os sintomas sem os riscos de medicamentos sistêmicos.
Deve-se evitar antibióticos (ineficazes contra vírus), descongestionantes nasais vasoconstritores (risco de efeitos sistêmicos), anti-histamínicos e antitussígenos, pois não há evidência de benefício e podem causar efeitos adversos em lactentes.
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