UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2021
Na avaliação de um casal infértil, para investigação da reserva ovariana, utiliza-se a dosagem de:
Avaliação da reserva ovariana para infertilidade = dosagem de hormônio antimulleriano (AMH).
O hormônio antimulleriano (AMH) é o melhor marcador para avaliar a reserva ovariana, pois reflete diretamente o número de folículos antrais e pré-antrais. Sua dosagem é menos influenciada pelo ciclo menstrual do que o FSH, tornando-o um indicador mais confiável da capacidade reprodutiva feminina.
A infertilidade, definida como a incapacidade de conceber após 12 meses de relações sexuais desprotegidas, afeta uma parcela significativa dos casais. A investigação da infertilidade feminina é complexa e envolve a avaliação de diversos fatores, sendo a reserva ovariana um dos mais críticos. A reserva ovariana reflete a quantidade e, em certa medida, a qualidade dos óvulos disponíveis nos ovários, diminuindo progressivamente com a idade da mulher. A dosagem do hormônio antimulleriano (AMH) emergiu como o marcador mais confiável e amplamente utilizado para avaliar a reserva ovariana. O AMH é produzido pelas células da granulosa dos folículos pré-antrais e antrais, e seus níveis séricos correlacionam-se diretamente com o número de folículos ovarianos em crescimento. Ao contrário do FSH, o AMH não sofre grandes flutuações ao longo do ciclo menstrual, permitindo sua dosagem em qualquer fase. Níveis baixos de AMH indicam uma reserva ovariana diminuída, o que pode impactar as chances de sucesso em tratamentos de reprodução assistida. A avaliação da reserva ovariana com AMH, juntamente com outros exames como FSH, estradiol e contagem de folículos antrais por ultrassonografia, é essencial para o aconselhamento do casal infértil e para a personalização do plano de tratamento. Compreender a reserva ovariana ajuda a prever a resposta à estimulação ovariana e a discutir as expectativas de sucesso, sendo um pilar fundamental na propedêutica da infertilidade.
A reserva ovariana refere-se ao número e à qualidade dos óvulos remanescentes nos ovários. É crucial na investigação da infertilidade, pois indica o potencial reprodutivo da mulher e orienta as opções de tratamento.
O AMH é produzido pelas células da granulosa dos folículos pré-antrais e antrais, refletindo diretamente o pool de folículos em crescimento. Seus níveis são relativamente estáveis ao longo do ciclo menstrual, tornando-o um indicador mais consistente e preciso que o FSH.
Outros exames incluem a dosagem de FSH e estradiol no 3º dia do ciclo, e a contagem de folículos antrais (CFA) por ultrassonografia transvaginal, que complementam a avaliação do AMH.
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