UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2026
Casal comparece à consulta solicitando orientações sobre reserva ovariana pensando em uma futura gravidez. A mulher tem 36 anos de idade e teve duas gestações anteriores e uma delas resultou em abortamento no primeiro trimestre. Teve menarca aos 10 anos e utilizou contraceptivos orais por 12 anos. A mãe é hipertensa e teve menopausa espontânea aos 38 anos. O casal deve ser orientado de que, pelas informações coletadas, além da idade, é fator de risco, para baixa reserva ovariana, ter:
História materna de menopausa precoce (< 40 anos) = forte preditor de baixa reserva ovariana na filha.
A reserva ovariana é influenciada por fatores genéticos; a idade da menopausa materna é um marcador clínico crucial para prever a trajetória de esgotamento folicular.
A reserva ovariana representa o pool de oócitos disponíveis em um determinado momento da vida reprodutiva. Embora a idade cronológica seja o principal determinante da quantidade e qualidade oocitária, fatores genéticos, ambientais e iatrogênicos (como quimioterapia) desempenham papéis significativos. A menopausa precoce em parentes de primeiro grau é um dos indicadores clínicos mais fortes de uma reserva diminuída precocemente. Na prática clínica, a avaliação da reserva é indicada em mulheres com mais de 35 anos que não engravidaram após 6 meses de tentativas, ou em pacientes com fatores de risco. Os principais métodos diagnósticos incluem a dosagem do Hormônio Antimülleriano (AMH) e a ultrassonografia transvaginal para Contagem de Folículos Antrais (CFA), realizada preferencialmente na fase folicular inicial.
O Hormônio Antimülleriano (AMH) é considerado o marcador laboratorial mais fidedigno, pois seus níveis são independentes do ciclo menstrual e refletem o pool de folículos primordiais e em crescimento.
Não. O uso de anticoncepcionais orais inibe a ovulação, mas não impede a atresia folicular contínua, que é o processo fisiológico responsável pela redução da reserva ovariana ao longo do tempo.
Existe uma forte correlação genética na idade da menopausa. Mulheres cujas mães tiveram menopausa precoce (antes dos 40-45 anos) apresentam maior risco de baixa reserva ovariana e falência ovariana prematura.
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