PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2021
Mulher de 41 anos, G0P0, procura a Unidade Básica de Saúde porque deseja esclarecimentos sobre mudanças ocorridas nos seus ciclos menstruais e quais seriam suas chances de engravidar. Informa ciclos de 23-24 dias há cerca de dois anos, com fluxo reduzido. Anteriormente os ciclos eram de 29 dias e apresentava muito edema e mastalgia pré-menstruais. Tem um parceiro fixo há três anos, atividade sexual regular e nega uso de método contraceptivo há três anos. Trouxe resultado de US transvaginal realizado em 01/08/2020: Útero em AVF, com volume de 62cc, endométrio medindo 7,3mm; Ovário direito com volume de 3,4cm³ contendo três folículos antrais; Ovário esquerdo com volume de 4, 1 cm³ , contendo um folículo de 14mm e mais um folículo antral. Em relação ao caso clínico, a orientação MAIS ADEQUADA para essa paciente é que:
Mulher > 40 anos com ciclos curtos → ↑ FSH precoce, ↓ reserva ovariana, ovulação antecipada, ↓ chances de gravidez.
Em mulheres com mais de 40 anos, ciclos menstruais mais curtos são um sinal de diminuição da reserva ovariana. Isso ocorre devido a uma elevação mais rápida do FSH na fase folicular inicial, levando a um recrutamento folicular acelerado e ovulação mais precoce, o que impacta negativamente a fertilidade.
A fertilidade feminina declina progressivamente com a idade, sendo mais acentuada após os 35 anos. A mulher de 41 anos apresentando ciclos menstruais mais curtos (23-24 dias) em comparação com ciclos anteriores (29 dias) é um sinal clássico de diminuição da reserva ovariana, mesmo que ainda esteja ovulando. Este é um tema recorrente em provas de residência e na prática clínica. Fisiologicamente, o encurtamento dos ciclos ocorre devido a uma fase folicular mais curta. Com a diminuição da reserva ovariana, há uma menor produção de inibina B pelos folículos, o que leva a uma elevação mais rápida e precoce do FSH na fase folicular inicial. Este aumento do FSH acelera o recrutamento e o crescimento folicular, resultando em uma ovulação antecipada e, consequentemente, em ciclos mais curtos. A qualidade oocitária também é comprometida com a idade, diminuindo as chances de gravidez e aumentando o risco de abortamento. A orientação mais adequada para essa paciente deve abordar a realidade da sua reserva ovariana e as implicações para a fertilidade. É importante explicar que, embora ela ainda possa ovular, a qualidade e quantidade dos óvulos estão reduzidas. A opção B reflete corretamente a fisiopatologia do encurtamento dos ciclos e o impacto na ovulação. Aconselhamento sobre as opções de tratamento para infertilidade, como reprodução assistida, deve ser considerado.
Com o envelhecimento, a reserva ovariana diminui, levando a uma resposta ovariana reduzida ao FSH. Isso faz com que o FSH se eleve mais rapidamente na fase folicular inicial, acelerando o recrutamento folicular e encurtando a fase folicular, resultando em ciclos mais curtos.
A diminuição da reserva ovariana implica em menor número de óvulos disponíveis e, mais importante, em uma pior qualidade oocitária. Isso resulta em menores taxas de fertilização, implantação e maiores taxas de abortamento e anomalias cromossômicas.
Os principais exames incluem a dosagem de FSH e estradiol no 3º dia do ciclo, o hormônio antimülleriano (AMH) e a contagem de folículos antrais (CFA) por ultrassonografia transvaginal.
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