Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2024
A predição do risco de comprometimento reprodutivo secundário aos tratamentos oncológicos representa enorme desafio no manejo clínico dessas pacientes e depende da análise detalhada de inúmeros fatores, dentre eles, os marcadores de reserva ovariana. Assinale a alternativa que apresenta três marcadores de reserva ovariana.
Marcadores de reserva ovariana: FSH, AMH e Contagem de Folículos Antrais (CFA).
A avaliação da reserva ovariana é fundamental em pacientes oncológicas para planejar estratégias de preservação da fertilidade. Os principais marcadores incluem o FSH (avaliado no 3º dia do ciclo), o AMH (que reflete o pool de folículos em crescimento) e a contagem de folículos antrais por ultrassom.
A avaliação da reserva ovariana é um pilar fundamental na ginecologia e na medicina reprodutiva, especialmente em pacientes que serão submetidas a tratamentos oncológicos. A quimioterapia e a radioterapia podem ter efeitos deletérios sobre os ovários, comprometendo a fertilidade futura. A predição do risco de comprometimento reprodutivo permite a discussão e implementação de estratégias de preservação da fertilidade. Os marcadores de reserva ovariana fornecem informações sobre a quantidade e, indiretamente, a qualidade dos óvulos remanescentes. Os três principais marcadores são o Hormônio Folículo-Estimulante (FSH), o Hormônio Antimulleriano (AMH) e a Contagem de Folículos Antrais (CFA) por ultrassonografia. O FSH, geralmente dosado no 3º dia do ciclo, reflete a resposta do ovário ao estímulo hipofisário. O AMH é um dos marcadores mais confiáveis, pois seus níveis são estáveis e correlacionam-se diretamente com o número de folículos primordiais. A CFA, por sua vez, oferece uma avaliação direta do número de folículos antrais visíveis. A combinação desses marcadores, juntamente com a idade da paciente, oferece a melhor estimativa da reserva ovariana e auxilia na tomada de decisões clínicas.
A avaliação da reserva ovariana é crucial em pacientes oncológicas para estimar o impacto do tratamento na fertilidade e discutir opções de preservação, como criopreservação de óvulos ou embriões, antes do início da quimioterapia ou radioterapia.
O AMH é produzido pelas células da granulosa dos folículos pré-antrais e antrais pequenos, sendo um excelente indicador do pool de folículos em crescimento. Seus níveis são relativamente estáveis ao longo do ciclo menstrual, tornando-o um marcador confiável.
A CFA é realizada por ultrassonografia transvaginal no início do ciclo menstrual, contando os folículos de 2 a 10 mm. É um marcador dinâmico da reserva ovariana, correlacionando-se bem com a resposta ovariana à estimulação.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo