Reserva Ovariana: Avaliação e Marcadores de Fertilidade

Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021

Enunciado

O mundo moderno tem determinado uma maior participação das mulheres na sociedade de forma que um número grande delas tem postergado o próprio casamento e a maternidade, de modo que muitas, em idade mais avançada, desejem saber sua probabilidade de engravidar por meio do estudo de sua reserva folicular, em situações pré-determinadas. Em relação a isso, é correto

Alternativas

  1. A) dosar FSH/LH no meio do ciclo.
  2. B) dosar hormônio antimulleriano no terceiro dia do ciclo.
  3. C) dizer que quanto maior o hormônio antimulleriano, menor a reserva.
  4. D) afirmar que a dosagem do FSH no 3o dia acima de 15 traduz reserva folicular diminuída.
  5. E) considerar que a contagem de folículos antrais (CFA não tem nenhum valor, pois a síndrome dos ovários policísticos pode confundir o avaliador.

Pérola Clínica

FSH > 15 mUI/mL no 3º dia do ciclo → reserva ovariana diminuída.

Resumo-Chave

A avaliação da reserva ovariana é crucial para mulheres que desejam postergar a maternidade ou que investigam infertilidade. O FSH basal (3º dia do ciclo) é um marcador importante, com valores elevados indicando menor reserva. O Hormônio Antimülleriano (AMH) e a Contagem de Folículos Antrais (CFA) são outros marcadores valiosos.

Contexto Educacional

A avaliação da reserva ovariana é um componente essencial na propedêutica da infertilidade feminina e no aconselhamento de mulheres que planejam postergar a maternidade. Com o aumento da idade materna no primeiro parto, a compreensão dos fatores que afetam a fertilidade torna-se cada vez mais relevante para a prática médica. Os principais marcadores da reserva ovariana incluem o FSH basal (dosado no 3º dia do ciclo), o hormônio antimülleriano (AMH) e a contagem de folículos antrais (CFA) por ultrassonografia. Um FSH basal acima de 10-15 mUI/mL é classicamente associado a uma reserva ovariana diminuída, refletindo uma menor resposta ovariana ao estímulo hipofisário. O AMH é considerado um dos melhores marcadores, pois seus níveis são relativamente estáveis ao longo do ciclo menstrual e se correlacionam bem com o número de folículos antrais. A CFA, por sua vez, é um método direto de contagem dos folículos pequenos nos ovários. A interpretação conjunta desses exames oferece uma visão mais completa da capacidade reprodutiva da mulher, auxiliando na tomada de decisões clínicas e no planejamento de tratamentos de reprodução assistida.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais exames para avaliar a reserva ovariana?

Os principais exames incluem a dosagem do FSH (Hormônio Folículo Estimulante) no 3º dia do ciclo menstrual, a dosagem do Hormônio Antimülleriano (AMH) e a Contagem de Folículos Antrais (CFA) por ultrassonografia transvaginal.

Qual a importância do FSH no 3º dia do ciclo para a avaliação da reserva ovariana?

O FSH basal (3º dia do ciclo) é um indicador da resposta ovariana. Níveis elevados (geralmente >10-15 mUI/mL) sugerem uma menor reserva ovariana, indicando que os ovários precisam de mais estímulo para produzir folículos.

O que o Hormônio Antimülleriano (AMH) indica sobre a reserva ovariana?

O AMH é produzido pelas células da granulosa dos folículos antrais e pré-antrais, sendo um bom marcador da quantidade de folículos em crescimento. Níveis mais altos de AMH geralmente indicam uma reserva ovariana maior, e sua dosagem pode ser feita em qualquer fase do ciclo.

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