UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2024
Assinale abaixo em qual situação NÃO está indicada a avaliação de reserva ovariana na paciente com desejo gestacional:
Avaliação reserva ovariana: indicada em idade > 35 anos, infertilidade, história familiar menopausa precoce. Gestação ectópica prévia NÃO indica.
A avaliação da reserva ovariana é crucial para pacientes com desejo gestacional que apresentam fatores de risco para baixa reserva, como idade avançada ou histórico familiar. Uma gestação tubária ectópica prévia, embora seja um fator de risco para infertilidade tubária, não afeta diretamente a quantidade ou qualidade dos óvulos remanescentes no ovário.
A reserva ovariana refere-se à quantidade e qualidade dos folículos ovarianos remanescentes no ovário de uma mulher, sendo um indicador crucial da sua capacidade reprodutiva. A avaliação da reserva ovariana é uma etapa fundamental na investigação da infertilidade e no planejamento reprodutivo, especialmente em pacientes com desejo gestacional. Compreender as indicações para essa avaliação é essencial para uma conduta clínica adequada. As principais situações que indicam a avaliação da reserva ovariana incluem idade materna avançada (geralmente acima de 35 anos), histórico de infertilidade sem causa aparente, história familiar de menopausa precoce, cirurgias ovarianas prévias (como cistectomia), endometriose ovariana, e exposição a tratamentos gonadotóxicos (quimioterapia ou radioterapia). Nesses cenários, há um risco aumentado de diminuição da reserva ovariana, o que pode impactar as chances de concepção e a resposta a tratamentos de reprodução assistida. Por outro lado, uma gestação tubária ectópica prévia, embora seja um fator de risco importante para infertilidade (especificamente de causa tubária), não é uma indicação direta para a avaliação da reserva ovariana. A ectópica afeta a integridade e função das tubas uterinas, mas não a quantidade de óvulos nos ovários. Portanto, a investigação primária nesse caso seria da permeabilidade tubária, e não da reserva ovariana, a menos que outros fatores de risco para baixa reserva estejam presentes.
A avaliação da reserva ovariana é indicada em pacientes com idade superior a 35 anos, infertilidade sem causa aparente, história familiar de menopausa precoce, cirurgias ovarianas prévias, ou exposição a quimioterapia/radioterapia, pois esses fatores podem comprometer a quantidade e qualidade dos óvulos.
A gestação tubária ectópica prévia é um fator de risco para infertilidade de causa tubária, pois pode causar danos às tubas uterinas, dificultando a captação do óvulo ou seu transporte. No entanto, não afeta diretamente a reserva ovariana, que se refere à quantidade e qualidade dos folículos ovarianos.
Os principais marcadores utilizados para avaliar a reserva ovariana incluem o Hormônio Antimülleriano (AMH), que reflete a população de folículos antrais; o FSH basal (no 3º dia do ciclo), que indica a resposta ovariana ao estímulo hipofisário; e a contagem de folículos antrais (CFA) por ultrassonografia transvaginal.
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