Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2024
A avaliação da Reserva de Fluxo Coronariano - RFC, está de acordo com a seguinte alternativa:
RFC = Fluxo hiperemia máxima / Fluxo repouso. Avaliável por Doppler/Termodiluição (invasivo/não invasivo).
A Reserva de Fluxo Coronariano (RFC) é um índice funcional da circulação coronariana, expressa como a razão entre o fluxo sanguíneo máximo (em hiperemia) e o fluxo em repouso. Pode ser avaliada por métodos invasivos e não invasivos, incluindo Doppler e termodiluição.
A Reserva de Fluxo Coronariano (RFC) é um parâmetro fisiológico fundamental na avaliação da circulação coronariana e na detecção de isquemia miocárdica. Ela é definida como a razão entre o fluxo sanguíneo coronariano máximo atingível (em condições de hiperemia induzida por vasodilatadores como adenosina ou dobutamina) e o fluxo sanguíneo coronariano em repouso. Uma RFC normal indica que as artérias coronárias têm a capacidade de aumentar significativamente o fluxo para atender às demandas metabólicas do miocárdio, enquanto uma RFC reduzida sugere comprometimento do fluxo, seja por estenoses epicárdicas ou disfunção microvascular. A avaliação da RFC pode ser realizada por métodos invasivos e não invasivos. No cateterismo cardíaco, a RFC é comumente medida de forma invasiva utilizando fios-guia com sensores de pressão e fluxo (Doppler) ou temperatura (termodiluição), que permitem calcular a razão entre o fluxo em hiperemia máxima e o fluxo em repouso. Esses métodos são considerados padrão-ouro para a avaliação funcional de estenoses coronarianas. Além disso, existem técnicas não invasivas, como a ecocardiografia com Doppler transtorácico, a ressonância magnética cardíaca e a tomografia por emissão de pósitrons (PET), que também podem estimar a RFC, oferecendo uma abordagem menos invasiva para o diagnóstico e acompanhamento de pacientes com doença arterial coronariana. O conhecimento da RFC é crucial para guiar decisões terapêuticas, especialmente em pacientes com estenoses coronarianas de gravidade intermediária, onde a angiografia isolada pode não ser suficiente para determinar a necessidade de revascularização. Uma RFC abaixo de um determinado limiar (geralmente < 0.80 para FFR, que é um análogo da RFC) é associada a um pior prognóstico e maior benefício da intervenção. Portanto, a RFC é uma ferramenta valiosa para a estratificação de risco e o planejamento do tratamento em cardiologia.
A RFC representa a capacidade máxima de dilatação das artérias coronárias em resposta a um aumento da demanda metabólica, comparada ao fluxo em repouso. É um indicador da capacidade do miocárdio de aumentar seu suprimento sanguíneo sob estresse, refletindo a saúde microvascular e a presença de estenoses.
A RFC pode ser medida por métodos invasivos, como o uso de fios-guia com sensores de pressão e fluxo (Doppler ou termodiluição) durante cateterismo cardíaco. Métodos não invasivos incluem ecocardiografia com Doppler transtorácico, ressonância magnética cardíaca e tomografia por emissão de pósitrons (PET).
Uma RFC reduzida (geralmente < 2.0 ou < 2.5, dependendo do método) indica que o miocárdio não consegue aumentar adequadamente o fluxo sanguíneo em resposta à demanda. Isso pode ser causado por estenoses significativas nas artérias coronárias epicárdicas ou por disfunção da microcirculação coronariana, associando-se a pior prognóstico.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo