Claretiano - Centro Universitário de Rio Claro (SP) — Prova 2025
Durante a abordagem inicial de um paciente com queimaduras extensas, qual é o parâmetro mais importante a ser monitorado para guiar a frequência volêmica?
Queimaduras extensas: débito urinário é o melhor guia para reposição volêmica.
Em pacientes com queimaduras extensas, o débito urinário é o indicador mais confiável da adequação da reposição volêmica, refletindo a perfusão renal e sistêmica. A meta é geralmente 0,5-1 mL/kg/h em adultos e 1-2 mL/kg/h em crianças.
A abordagem inicial de pacientes com queimaduras extensas é uma emergência médica que exige uma reanimação volêmica agressiva e monitorada. A estimativa da área de superfície corporal queimada (SCQ) e a aplicação de fórmulas como a de Parkland são cruciais para calcular o volume inicial de fluidos. O objetivo principal é prevenir o choque hipovolêmico e manter a perfusão tecidual adequada. A fisiopatologia das queimaduras extensas envolve uma resposta inflamatória sistêmica maciça, levando a um aumento da permeabilidade capilar e extravasamento de fluidos para o espaço intersticial, resultando em edema e hipovolemia. A monitorização contínua e precisa é fundamental para ajustar a taxa de infusão de fluidos e evitar tanto a sub-hidratação quanto a sobrecarga volêmica. Nesse contexto, o débito urinário emerge como o parâmetro mais confiável para guiar a frequência volêmica. Ele reflete diretamente a perfusão renal e, por extensão, a perfusão sistêmica. Manter o débito urinário dentro das metas estabelecidas (0,5-1 mL/kg/h para adultos e 1-2 mL/kg/h para crianças) assegura que os rins estão sendo adequadamente perfundidos e que a reanimação está sendo eficaz, minimizando o risco de lesão renal aguda e outras complicações.
O débito urinário é o principal indicador da adequação da reposição volêmica em pacientes queimados, pois reflete diretamente a perfusão renal e, consequentemente, a perfusão dos órgãos vitais.
Em adultos, a meta é geralmente de 0,5 a 1 mL/kg/h. Em crianças, devido à maior superfície corporal em relação ao volume, a meta é de 1 a 2 mL/kg/h.
A frequência cardíaca e a pressão arterial podem ser influenciadas por diversos fatores além da volemia, como dor e resposta inflamatória, tornando-os menos específicos para guiar a reposição volêmica em queimados.
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