UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2020
Homem de 20 anos sofreu queimaduras de 2º grau por escaldadura em 30% da superfície corporal. Para garantir que o paciente esteja bem hidratado, o principal parâmetro é
Reposição volêmica em queimados: Débito urinário é o principal parâmetro de monitorização da hidratação.
Em pacientes com grandes queimaduras, o débito urinário é o parâmetro mais confiável para monitorizar a adequação da reposição volêmica. A meta é manter um débito urinário de 0,5 a 1 mL/kg/h em adultos, indicando perfusão renal e sistêmica adequada.
Pacientes com grandes queimaduras sofrem uma perda maciça de fluidos devido ao aumento da permeabilidade capilar na área queimada e em tecidos adjacentes, resultando em edema e risco de choque hipovolêmico. A reposição volêmica agressiva é um pilar fundamental no manejo inicial desses pacientes para prevenir a hipoperfusão orgânica e a insuficiência renal aguda. A avaliação da superfície corporal queimada (SCQ) é crucial para guiar o cálculo inicial da reposição. A monitorização da adequação da reposição volêmica é um desafio, e o débito urinário emerge como o parâmetro mais confiável. A meta é manter um débito urinário de 0,5 a 1 mL/kg/h em adultos e 1 a 1,5 mL/kg/h em crianças. Outros parâmetros como frequência cardíaca, pressão arterial e estado mental são importantes, mas podem ser menos específicos ou mais tardios na detecção de hipovolemia ou sobrecarga. A Fórmula de Parkland é amplamente utilizada para guiar a reposição inicial com cristaloides, mas é essencial que o volume infundido seja constantemente ajustado com base na resposta clínica do paciente, principalmente no débito urinário. O manejo adequado da hidratação é vital para o prognóstico e a prevenção de complicações graves em pacientes com queimaduras extensas.
O débito urinário é o indicador mais fidedigno da perfusão renal e sistêmica em pacientes queimados. Um débito adequado (0,5 a 1 mL/kg/h em adultos) sugere que a reposição volêmica está sendo eficaz e que os órgãos estão sendo bem perfundidos.
A Fórmula de Parkland é utilizada para calcular o volume total de cristaloides a ser infundido nas primeiras 24 horas após a queimadura (4 mL x peso em kg x %SCQ). Metade desse volume é administrada nas primeiras 8 horas, e a outra metade nas 16 horas seguintes, com ajustes baseados no débito urinário.
Uma hidratação insuficiente pode levar a choque hipovolêmico, insuficiência renal aguda e isquemia de órgãos. Por outro lado, a hidratação excessiva pode causar edema pulmonar, edema de vias aéreas e síndrome compartimental.
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