Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
De acordo com as atuais recomendações acerca da reposição volêmica em pacientes queimados graves, assinale a alternativa correta.
Débito urinário é melhor indicador de volume em queimados: >0,5 mL/kg/h (adultos), >1 mL/kg/h (crianças).
A monitorização do débito urinário é o principal guia para a reposição volêmica em pacientes queimados graves, pois reflete a perfusão renal e sistêmica. Valores alvo são cruciais para evitar tanto a hipovolemia quanto a super-hidratação, que podem levar a complicações graves.
A reposição volêmica em pacientes queimados graves é uma etapa crítica do manejo inicial, visando restaurar a perfusão tecidual e prevenir o choque hipovolêmico. A fisiopatologia da queimadura grave envolve um aumento massivo da permeabilidade capilar, levando a um extravasamento de plasma para o espaço intersticial e formação de edema, resultando em hipovolemia intravascular. A importância clínica reside na necessidade de uma ressuscitação hídrica agressiva, mas cuidadosamente monitorada, para evitar complicações. A fórmula de Parkland é amplamente utilizada para estimar o volume inicial de fluidos (4 mL de Ringer Lactato x peso em kg x %SCQ), com metade administrada nas primeiras 8 horas e a outra metade nas 16 horas subsequentes, a partir do momento da queimadura. No entanto, essa fórmula serve apenas como um guia inicial. O monitoramento contínuo da resposta do paciente é essencial. O débito urinário é considerado o melhor indicador do estado de volume, com metas de 0,5 mL/kg/h em adultos e 1 mL/kg/h em crianças (<30 kg). Complicações da ressuscitação volêmica incluem hipovolemia (se subestimada) ou super-hidratação (se superestimada), que pode levar a edema pulmonar, síndrome compartimental abdominal e edema de extremidades. Desequilíbrios eletrolíticos como hiponatremia e hipocalemia são comuns. A via enteral não é proscrita, podendo ser utilizada para fluidos e nutrição quando o paciente está estável e consciente. O manejo exige ajustes constantes com base na resposta clínica e laboratorial do paciente.
O débito urinário é o principal indicador da adequação da reposição volêmica em pacientes queimados. Os valores alvo são 0,5 mL/kg/h para adultos e 1 mL/kg/h para crianças com peso inferior a 30 kg.
A fórmula de Parkland (4 mL de Ringer Lactato x peso em kg x %SCQ) estima o volume total de fluido necessário nas primeiras 24 horas. Metade desse volume é administrada nas primeiras 8 horas e a outra metade nas 16 horas seguintes, sempre ajustando pela resposta clínica do paciente.
A ressuscitação volêmica inadequada pode levar à hipovolemia (choque, insuficiência renal) ou super-hidratação (edema pulmonar, síndrome compartimental abdominal, edema de extremidades). Desequilíbrios eletrolíticos como hiponatremia e hipocalemia também são frequentes.
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