DASA - Diagnósticos da América (SP) — Prova 2023
Quanto às soluções de reposição volêmica para crianças em choque séptico, assinale a alternativa correta.
Choque séptico pediátrico: Cristaloides balanceados são a primeira escolha para reposição volêmica, associados a menor mortalidade.
A reanimação volêmica agressiva é crucial no choque séptico pediátrico. As diretrizes atuais recomendam o uso de cristaloides balanceados (como Ringer Lactato) como primeira escolha, pois estão associados a menor risco de acidose hiperclorêmica e podem reduzir a mortalidade em comparação com o soro fisiológico 0,9% em grandes volumes. Coloides e amidos não são recomendados como primeira linha.
O choque séptico é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças, exigindo reconhecimento e tratamento rápidos. A reposição volêmica agressiva é um pilar fundamental no manejo inicial, visando restaurar a perfusão tecidual e a estabilidade hemodinâmica. A escolha da solução de expansão é crítica e tem sido objeto de diversos estudos e diretrizes, com foco na segurança e eficácia para a população pediátrica. As diretrizes atuais para o manejo do choque séptico pediátrico recomendam fortemente o uso de cristaloides balanceados como primeira escolha para a reanimação volêmica. Soluções como o Ringer Lactato ou Plasma-Lyte têm uma composição eletrolítica mais fisiológica em comparação com o soro fisiológico 0,9%, que possui um alto teor de cloreto. O uso excessivo de soro fisiológico pode levar à acidose hiperclorêmica, disfunção renal aguda e outros efeitos adversos, especialmente em pacientes que necessitam de grandes volumes de fluidos. Estudos têm demonstrado que o uso de cristaloides balanceados pode estar associado a uma menor taxa de mortalidade e menor necessidade de terapia de substituição renal. Em contraste, coloides, como a albumina, não são recomendados como primeira linha de tratamento, embora possam ser considerados em situações específicas, como em pacientes com hipoalbuminemia grave ou choque refratário. Amidos e gelatinas, por sua vez, são contraindicados devido aos riscos de lesão renal aguda e coagulopatia, sem benefícios comprovados em comparação com os cristaloides. O manejo do choque séptico pediátrico é complexo e exige monitorização contínua, com ajustes da fluidoterapia e introdução precoce de antibióticos e, se necessário, vasopressores, para otimizar os desfechos.
A primeira escolha para reposição volêmica em crianças com choque séptico são os cristaloides balanceados, como o Ringer Lactato. Eles são preferíveis ao soro fisiológico 0,9% em grandes volumes devido ao menor risco de acidose hiperclorêmica e estão associados a melhores desfechos.
Os cristaloides balanceados possuem uma composição eletrolítica mais próxima do plasma, o que minimiza o risco de acidose hiperclorêmica e disfunção renal aguda, efeitos adversos que podem ocorrer com o uso de grandes volumes de soro fisiológico 0,9% devido ao seu alto teor de cloreto.
O uso de amidos (hidroxietilamido) e gelatinas não é recomendado em choque séptico pediátrico devido à falta de evidências de benefício e ao risco de efeitos adversos significativos, como lesão renal aguda e distúrbios de coagulação. A albumina pode ser considerada em situações específicas, mas não é a primeira escolha.
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