HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2022
Mulher, 41 anos, vem à consulta para realizar exame citopatológico de colo de útero. Durante a anamnese, paciente evoluiu para choro e informa que seu marido, desempregado há 8 meses, bebe muito, eventualmente joga coisas na parede, grita com ela e já teve relações sexuais forçadas em duas ocasiões. Quais são as possíveis repercussões (físicas, sexuais, reprodutivas e mentais) da violência doméstica sofrida por essa paciente?
Violência doméstica → fibromialgia, infertilidade, tabagismo, TEPT, depressão, DIP, aborto espontâneo.
A violência doméstica e sexual tem um impacto devastador e multifacetado na saúde da mulher, manifestando-se em diversas repercussões físicas (fibromialgia), sexuais/reprodutivas (infertilidade, DIP, aborto espontâneo) e mentais (depressão, TEPT, tabagismo como coping). É fundamental que o profissional de saúde esteja atento a esses sinais indiretos.
A violência doméstica é um grave problema de saúde pública, com alta prevalência e impacto significativo na saúde física, sexual, reprodutiva e mental das vítimas, predominantemente mulheres. É fundamental que os profissionais de saúde estejam capacitados para identificar, acolher e encaminhar essas pacientes, pois a consulta médica pode ser a única oportunidade de detecção. A importância clínica reside na prevenção de desfechos graves e na promoção da saúde e bem-estar das vítimas. As repercussões físicas podem incluir lesões traumáticas, dor crônica (como fibromialgia), cefaleias, problemas gastrointestinais e cardiovasculares. No âmbito sexual e reprodutivo, a violência pode levar a infecções sexualmente transmissíveis, doença inflamatória pélvica, gravidez indesejada, abortos espontâneos, infertilidade e complicações gestacionais. As consequências mentais são profundas, abrangendo depressão, transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), ansiedade, transtornos alimentares e abuso de substâncias, como o tabagismo, que muitas vezes serve como mecanismo de coping. O manejo dessas pacientes exige uma abordagem sensível e multidisciplinar. Além do tratamento das queixas específicas, é crucial oferecer suporte psicossocial, encaminhamento para serviços de proteção e, quando apropriado, para terapia psicológica. O profissional de saúde deve criar um ambiente seguro para que a paciente possa relatar a violência, garantindo confidencialidade e apoio. A identificação precoce e a intervenção adequada são essenciais para quebrar o ciclo da violência e minimizar seus danos a longo prazo.
Sinais físicos incluem lesões inexplicáveis ou em padrões atípicos, dor crônica sem causa aparente (como fibromialgia), cefaleias frequentes, problemas gastrointestinais (como síndrome do intestino irritável) e queixas ginecológicas recorrentes, como infecções ou dor pélvica crônica.
A violência doméstica pode levar a infecções sexualmente transmissíveis, doença inflamatória pélvica, gravidez indesejada, abortos espontâneos ou induzidos, infertilidade e complicações durante a gravidez. O estresse crônico e o trauma também podem desregular o ciclo menstrual e a fertilidade.
As repercussões mentais incluem depressão, transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), ansiedade, transtornos alimentares, abuso de substâncias (como tabagismo ou alcoolismo), ideação suicida e baixa autoestima. Essas condições podem ser crônicas e debilitantes, exigindo suporte psicológico e psiquiátrico.
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