UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2025
Dentre as alterantivas abaixo, a que NÃO representa uma técnica utilizada para o reparo da valva mitral é:
Procedimento de David = Troca da raiz aórtica com preservação da valva aórtica.
O reparo mitral envolve técnicas no anel, folhetos e cordas. O Procedimento de David é uma técnica de preservação da valva aórtica, não mitral.
O tratamento cirúrgico da insuficiência mitral evoluiu significativamente com a preferência pelo reparo valvar em vez da substituição por prótese. As técnicas de reparo visam restaurar a área de coaptação entre os folhetos anterior e posterior. A ressecção de tecido redundante e a utilização de neocordas tratam o prolapso, enquanto a anuloplastia corrige a dilatação anular, comum em cardiopatias dilatadas ou degenerativas. É fundamental para o cirurgião e para o cardiologista distinguir as intervenções por valva. Enquanto a valva mitral se beneficia de técnicas como a de Alfieri (edge-to-edge), a valva aórtica possui procedimentos específicos de preservação da raiz, como as operações de David (reimplante) e Yacoub (remodelamento), que são frequentemente cobradas em provas de residência como distratores para cirurgia mitral.
O Procedimento de David é uma técnica de reimplante da valva aórtica. É indicado em pacientes com aneurisma da raiz da aorta, mas que possuem folhetos valvares aórticos normais. A raiz dilatada é substituída por um tubo protético e a própria valva aórtica do paciente é reimplantada dentro deste tubo, preservando a valva nativa e evitando a necessidade de anticoagulação prolongada.
As técnicas clássicas incluem a ressecção segmentar (triangular ou quadrangular) de folhetos prolapsados (técnica de Carpentier), a criação de neocordas com fios de PTFE (Gore-Tex) para corrigir o prolapso, e a anuloplastia com anel protético para estabilizar o anel mitral e aumentar a superfície de coaptação dos folhetos.
O reparo (plástica) mitral é o padrão-ouro para a insuficiência mitral degenerativa, pois preserva a geometria do ventrículo esquerdo, mantém o aparelho subvalvar íntegro, apresenta menor mortalidade operatória e evita as complicações relacionadas às próteses, como trombose, hemorragia por anticoagulação ou degeneração biológica.
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