Hérnia Inguinal: Técnicas de Reparo Minimamente Invasivas

CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2023

Enunciado

O tratamento definitivo de todas as hérnias independente de origem ou tipo, é o reparo cirúrgico. Em torno de 20 milhões de hérnias inguinais ou femorais são tratadas cirurgicamente por ano em todo o mundo. Em se tratando das técnicas de reparo, em qual alternativas identificamos a descrição correta?

Alternativas

  1. A) Técnica de Lichtenstein, consiste em reparo livre de tensão com colocação da prótese (tela), em formato de cone ou Plug ocluindo parcialmente o anel inguinal interno, assim como reforçando o assoalho inguinal (parede posterior).
  2. B) Podemos citar como exemplo de técnicas para reparos cirúrgicos primários abertos com colocação de prótese: Bassini, Shouldice e Mc Vay.
  3. C) Em relação às modalidades de reparo cirúrgico das hérnias inguinais ou crurais por técnicas minimamente invasivas, independente do acesso pré-peritoneal transabdominal ou pela via extraperitoneal total, a prótese (tela) é sempre colocada no plano pré-peritoneal.
  4. D) Na hérnia oblíqua interna, a protusão ocorre medialmente aos vasos epigástricos por comprometimento do triângulo de Hesselbach.

Pérola Clínica

Reparo minimamente invasivo de hérnia inguinal/crural: tela sempre no plano pré-peritoneal (TAPP/TEP).

Resumo-Chave

Nas técnicas minimamente invasivas para reparo de hérnias inguinais ou crurais, como TAPP (Transabdominal Preperitoneal) e TEP (Total Extraperitoneal), a prótese (tela) é consistentemente posicionada no plano pré-peritoneal, reforçando a parede posterior do canal inguinal de forma eficaz.

Contexto Educacional

As hérnias inguinais e femorais são condições cirúrgicas extremamente comuns, com milhões de reparos realizados anualmente em todo o mundo. O tratamento definitivo para todas as hérnias é o reparo cirúrgico, que visa reforçar a parede abdominal enfraquecida e prevenir a protrusão de órgãos. Ao longo dos anos, diversas técnicas foram desenvolvidas, desde os reparos primários com sutura (como Bassini, Shouldice e McVay) até as técnicas com uso de próteses (telas) e as abordagens minimamente invasivas. As técnicas de reparo minimamente invasivas, como a laparoscópica transabdominal pré-peritoneal (TAPP) e a totalmente extraperitoneal (TEP), revolucionaram o tratamento das hérnias inguinais e crurais. A principal característica e vantagem dessas abordagens é a colocação da prótese (tela) no plano pré-peritoneal. Este posicionamento é crucial porque permite que a pressão intra-abdominal atue como um fator de reforço, empurrando a tela contra a parede posterior do canal inguinal, o que aumenta a estabilidade do reparo e reduz as taxas de recidiva. Independentemente de o acesso ser transabdominal (TAPP) ou extraperitoneal (TEP), o objetivo é o mesmo: posicionar a tela de forma a cobrir todos os potenciais orifícios herniários (direto, indireto e femoral) a partir de uma posição posterior, reforçando a anatomia de forma mais fisiológica. Essas técnicas oferecem vantagens como menor dor pós-operatória, recuperação mais rápida e menor tempo de internação, tornando-se a escolha preferencial para muitos pacientes e cirurgiões, especialmente em casos de hérnias bilaterais ou recidivadas.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre as técnicas TAPP e TEP para reparo de hérnia?

Ambas são técnicas laparoscópicas que colocam a tela no espaço pré-peritoneal. A TAPP (Transabdominal Preperitoneal) acessa o espaço pré-peritoneal através da cavidade abdominal, enquanto a TEP (Total Extraperitoneal) cria um espaço extraperitoneal sem entrar na cavidade abdominal, o que pode reduzir o risco de aderências viscerais.

Por que a tela é colocada no plano pré-peritoneal nas cirurgias minimamente invasivas?

A colocação da tela no plano pré-peritoneal permite que a pressão intra-abdominal atue a favor do reparo, empurrando a tela contra a parede posterior do canal inguinal, o que confere maior estabilidade e resistência ao reparo, diminuindo a chance de recidiva.

Quais são as vantagens do reparo minimamente invasivo em comparação com o reparo aberto?

As vantagens incluem menor dor pós-operatória, recuperação mais rápida, menor tempo de internação, menor incidência de dor crônica e melhor resultado estético. É particularmente vantajoso para hérnias bilaterais ou recidivadas.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo