CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2023
O tratamento definitivo de todas as hérnias independente de origem ou tipo, é o reparo cirúrgico. Em torno de 20 milhões de hérnias inguinais ou femorais são tratadas cirurgicamente por ano em todo o mundo. Em se tratando das técnicas de reparo, em qual alternativas identificamos a descrição correta?
Reparo minimamente invasivo de hérnia inguinal/crural: tela sempre no plano pré-peritoneal (TAPP/TEP).
Nas técnicas minimamente invasivas para reparo de hérnias inguinais ou crurais, como TAPP (Transabdominal Preperitoneal) e TEP (Total Extraperitoneal), a prótese (tela) é consistentemente posicionada no plano pré-peritoneal, reforçando a parede posterior do canal inguinal de forma eficaz.
As hérnias inguinais e femorais são condições cirúrgicas extremamente comuns, com milhões de reparos realizados anualmente em todo o mundo. O tratamento definitivo para todas as hérnias é o reparo cirúrgico, que visa reforçar a parede abdominal enfraquecida e prevenir a protrusão de órgãos. Ao longo dos anos, diversas técnicas foram desenvolvidas, desde os reparos primários com sutura (como Bassini, Shouldice e McVay) até as técnicas com uso de próteses (telas) e as abordagens minimamente invasivas. As técnicas de reparo minimamente invasivas, como a laparoscópica transabdominal pré-peritoneal (TAPP) e a totalmente extraperitoneal (TEP), revolucionaram o tratamento das hérnias inguinais e crurais. A principal característica e vantagem dessas abordagens é a colocação da prótese (tela) no plano pré-peritoneal. Este posicionamento é crucial porque permite que a pressão intra-abdominal atue como um fator de reforço, empurrando a tela contra a parede posterior do canal inguinal, o que aumenta a estabilidade do reparo e reduz as taxas de recidiva. Independentemente de o acesso ser transabdominal (TAPP) ou extraperitoneal (TEP), o objetivo é o mesmo: posicionar a tela de forma a cobrir todos os potenciais orifícios herniários (direto, indireto e femoral) a partir de uma posição posterior, reforçando a anatomia de forma mais fisiológica. Essas técnicas oferecem vantagens como menor dor pós-operatória, recuperação mais rápida e menor tempo de internação, tornando-se a escolha preferencial para muitos pacientes e cirurgiões, especialmente em casos de hérnias bilaterais ou recidivadas.
Ambas são técnicas laparoscópicas que colocam a tela no espaço pré-peritoneal. A TAPP (Transabdominal Preperitoneal) acessa o espaço pré-peritoneal através da cavidade abdominal, enquanto a TEP (Total Extraperitoneal) cria um espaço extraperitoneal sem entrar na cavidade abdominal, o que pode reduzir o risco de aderências viscerais.
A colocação da tela no plano pré-peritoneal permite que a pressão intra-abdominal atue a favor do reparo, empurrando a tela contra a parede posterior do canal inguinal, o que confere maior estabilidade e resistência ao reparo, diminuindo a chance de recidiva.
As vantagens incluem menor dor pós-operatória, recuperação mais rápida, menor tempo de internação, menor incidência de dor crônica e melhor resultado estético. É particularmente vantajoso para hérnias bilaterais ou recidivadas.
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