Reparo de Lichtenstein: Técnica para Hérnia Inguinal

HCE - Hospital Central do Exército (RJ) — Prova 2015

Enunciado

Considerando o procedimento cirúrgico aplicado no tratamento das hérnias inguinais com menores taxas de recidiva, este procedimento é classificado como um reparo livre de tensão. Nele, uma tela protética não-absorvível é suturada, medialmente, no tecido aponeurótico que recobre o púbis, continuando a sutura, superiormente, ao longo do músculo transverso abdominal ou do tendão conjunto e, inferiormente, ao longo do trato iliopúbico ou da borda do ligamento de Poupart (ligamento inguinal); utiliza-se, para tanto, sutura contínua com monofilamento não-absorvível. O nome do procedimento cirúrgico descrito acima é Reparo de:

Alternativas

  1. A) Lichtenstein;
  2. B) Shouldice;
  3. C) Bassini;
  4. D) Stoppa;
  5. E) McVay.

Pérola Clínica

Reparo Lichtenstein: herniorrafia inguinal livre de tensão com tela protética não-absorvível.

Resumo-Chave

O reparo de Lichtenstein é a técnica mais comum para hérnias inguinais, caracterizada pelo uso de uma tela protética para reforçar a parede posterior do canal inguinal, sem tensão. Isso reduz significativamente a taxa de recidiva em comparação com as técnicas de reparo tecidual.

Contexto Educacional

O reparo de hérnia inguinal é um dos procedimentos cirúrgicos mais comuns globalmente. A técnica de Lichtenstein, desenvolvida na década de 1980, revolucionou o tratamento das hérnias inguinais ao introduzir o conceito de reparo livre de tensão com o uso de tela protética. Esta técnica é considerada o padrão ouro para a herniorrafia inguinal aberta e é fundamental para a formação de residentes em cirurgia geral. O princípio do reparo de Lichtenstein é o reforço da parede posterior do canal inguinal com uma tela de material não-absorvível (geralmente polipropileno), sem suturar os tecidos sob tensão. A tela é fixada medialmente ao tubérculo púbico e ao periósteo, superiormente ao tendão conjunto (ou músculo transverso abdominal) e inferiormente ao ligamento inguinal (de Poupart). Essa abordagem minimiza a tensão na linha de sutura, que é a principal causa de recidiva em técnicas mais antigas, como Bassini, Shouldice e McVay. As vantagens do reparo de Lichtenstein incluem menores taxas de recidiva, menor dor pós-operatória e um retorno mais rápido às atividades normais em comparação com as técnicas de reparo tecidual. A técnica é relativamente simples de aprender e reproduzir, tornando-a acessível para a maioria dos cirurgiões. Embora existam outras opções, como o reparo laparoscópico (TAPP/TEP), a técnica de Lichtenstein continua sendo uma pedra angular no tratamento cirúrgico das hérnias inguinais, especialmente em casos de hérnias primárias ou em pacientes com contraindicações à laparoscopia.

Perguntas Frequentes

Qual a principal vantagem do reparo de Lichtenstein em relação a outras técnicas de herniorrafia?

A principal vantagem é ser um reparo "livre de tensão", utilizando uma tela protética para reforçar a parede posterior do canal inguinal, o que resulta em menores taxas de dor pós-operatória e recidiva da hérnia.

Quais estruturas anatômicas são importantes no reparo de Lichtenstein?

As estruturas chave incluem o ligamento de Poupart (ligamento inguinal), o tendão conjunto (ou músculo transverso abdominal) e o púbis, onde a tela é fixada para criar o reforço.

Por que o uso de tela protética é fundamental na técnica de Lichtenstein?

A tela protética (geralmente de polipropileno) fornece um reforço mecânico duradouro à parede inguinal, promovendo a formação de tecido cicatricial forte e reduzindo a necessidade de suturar tecidos sob tensão, que é a principal causa de falha em outras técnicas.

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