Hérnia Inguinal: Técnicas Cirúrgicas de Reparo com Tensão

DASA - Diagnósticos da América (SP) — Prova 2024

Enunciado

Paciente masculino, 45 anos, procura atendimento médico e é diagnosticado com hérnia inguinal direta. No dia do procedimento cirúrgico, o cirurgião opta por uma técnica com tensão, sem tela, em que realiza a sutura do músculo transverso do abdome e da aponeurose do músculo oblíquo interno no ligamento inguinal. Desta forma, houve o fechamento do defeito na parede posterior. A técnica utilizada foi a de:

Alternativas

  1. A) Lichtenstein.
  2. B) McVay.
  3. C) Bassini.
  4. D) TAPP (reparo laparoscópico transabdominal).

Pérola Clínica

Bassini = reparo com tensão, sutura do transverso/oblíquo interno no ligamento inguinal.

Resumo-Chave

A técnica de Bassini é um reparo de hérnia inguinal com tensão, onde o músculo transverso do abdome e a aponeurose do músculo oblíquo interno são suturados ao ligamento inguinal. É uma das técnicas clássicas sem tela, focada no reforço da parede posterior do canal inguinal.

Contexto Educacional

As hérnias inguinais são uma das patologias cirúrgicas mais comuns, representando uma protrusão de conteúdo abdominal através de um defeito na parede inguinal. O reparo cirúrgico é o tratamento definitivo, e diversas técnicas foram desenvolvidas ao longo da história, dividindo-se principalmente em reparos com tensão (tecidos próprios) e sem tensão (com tela). A escolha da técnica depende de fatores como o tipo de hérnia, tamanho do defeito, condições do paciente e experiência do cirurgião. A técnica de Bassini, descrita no final do século XIX, revolucionou o tratamento das hérnias inguinais ao propor um reparo anatômico da parede posterior do canal inguinal. Ela envolve a dissecção do saco herniário, sua redução ou ligadura, e o reforço da parede posterior através da sutura do músculo transverso do abdome e da aponeurose do músculo oblíquo interno ao ligamento inguinal (de Poupart). Embora eficaz, a tensão na linha de sutura pode levar a maior dor pós-operatória e uma taxa de recorrência ligeiramente maior em comparação com as técnicas sem tela. Atualmente, as técnicas sem tela, como a de Lichtenstein, são as mais utilizadas devido às menores taxas de recorrência e menor dor pós-operatória. No entanto, o conhecimento das técnicas com tensão, como Bassini e McVay, é fundamental para o cirurgião, especialmente em situações onde o uso de tela é contraindicado (ex: infecção) ou em recursos limitados. A compreensão da anatomia do canal inguinal e dos princípios de cada reparo é essencial para a formação do residente em cirurgia geral.

Perguntas Frequentes

Qual a principal diferença entre as técnicas de Bassini e Lichtenstein para hérnia inguinal?

A técnica de Bassini é um reparo com tensão, suturando tecidos próprios do paciente (músculo transverso e oblíquo interno ao ligamento inguinal). A técnica de Lichtenstein é um reparo sem tensão, utilizando uma tela protética para reforçar a parede posterior do canal inguinal.

Em que consiste a técnica de Bassini para reparo de hérnia inguinal?

A técnica de Bassini envolve a sutura do músculo transverso do abdome e da aponeurose do músculo oblíquo interno ao ligamento inguinal (de Poupart), fechando o defeito na parede posterior do canal inguinal e reforçando a região.

Quando a técnica de McVay é indicada para hérnia inguinal?

A técnica de McVay (ou Cooper) é um reparo com tensão que sutura o músculo transverso e oblíquo interno ao ligamento de Cooper, sendo mais utilizada para hérnias femorais ou inguinais com grande defeito na parede posterior, necessitando de incisões de relaxamento.

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