Hérnia Incisional: Técnicas Tension-Free e Uso de Telas

UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2015

Enunciado

Recomenda-se o emprego de técnicas tension-free para o reparo das hérnias inguinais e incisionais. Em relação a esse tema, assinale a alternativa INCORRETA:

Alternativas

  1. A) Devido à sensação de corpo estranho que pode acompanhar o reparo das grandes hérnias incisionais com próteses de polipropileno, recomenda-se que o tamanho da tela não exceda 1 cm além do anel herniário, a fim de se reduzir a quantidade de tela a ser incorporada. 
  2. B) O emprego de tela biológica (bioprótese alogênica), para o reparo de hérnias incisionais, apresenta uma maior probabilidade de recidiva herniária do que as telas sintéticas de polipropileno.
  3. C) O emprego de telas é recomendado para o reparo de hérnias incisionais, e sua posição em relação ao defeito herniário classifica a técnica operatória em onlay, inlay e sublay, por sua vez, a utilização de técnicas puramente inlay apresentam maior recidiva herniária. 
  4. D) As telas separadas de tecidos ou dupla face são recomendadas nos cenários onde as vísceras abdominais, em especial, o intestino delgado e grosso, permanecem em contato direto com a prótese.
  5. E) As telas macroporosas favorecem a migração de macrófagos, proliferação de fibroblastos e a neovascularização no interior dos poros, algo que minimiza o risco de infecção da prótese, bem como determina boa incorporação da mesma.

Pérola Clínica

Reparo de hérnias incisionais com tela: tamanho da tela deve exceder 3-5 cm do defeito para ↓ recidiva.

Resumo-Chave

A alternativa A está incorreta porque, para um reparo eficaz e com menor taxa de recidiva, a tela deve ter uma sobreposição de 3 a 5 cm além das bordas do defeito herniário, e não apenas 1 cm. Isso garante uma fixação adequada e distribui a tensão sobre uma área maior.

Contexto Educacional

O reparo de hérnias incisionais e inguinais com técnicas tension-free, utilizando telas, é o padrão ouro na cirurgia moderna, visando reduzir a taxa de recidiva. A escolha da tela e a técnica de posicionamento são cruciais para o sucesso do procedimento. As telas sintéticas, como as de polipropileno, são amplamente utilizadas devido à sua resistência e baixo custo, enquanto as telas biológicas são reservadas para cenários específicos, como infecção ou contaminação, apesar de maior risco de recidiva. A correta aplicação da tela envolve não apenas o material, mas também seu tamanho e posicionamento. A sobreposição da tela deve ser adequada, geralmente 3 a 5 cm além das bordas do defeito, para distribuir a tensão e minimizar a chance de recidiva. Telas macroporosas são preferidas por favorecerem a integração tecidual e reduzirem o risco de infecção, enquanto telas separadoras de tecidos são essenciais quando há contato direto com as vísceras abdominais. Para residentes, é fundamental compreender as nuances de cada tipo de tela e técnica (onlay, inlay, sublay) para aplicar o tratamento mais adequado a cada paciente. A recidiva herniária é uma complicação significativa, e a escolha incorreta da tela ou técnica pode aumentar substancialmente esse risco. A sensação de corpo estranho é uma preocupação, mas não deve comprometer a integridade do reparo.

Perguntas Frequentes

Qual o tamanho ideal da sobreposição da tela no reparo de hérnias incisionais?

No reparo de hérnias incisionais, a tela deve exceder as bordas do defeito herniário em 3 a 5 cm para garantir uma fixação robusta e reduzir a taxa de recidiva.

Quais os tipos de telas cirúrgicas utilizadas em hérnias?

Existem telas sintéticas (polipropileno, poliéster), telas biológicas (alogênicas, xenogênicas) e telas separadoras de tecidos (dupla face), cada uma com indicações específicas.

O que significa a classificação onlay, inlay e sublay no reparo de hérnias?

Essa classificação descreve a posição da tela em relação ao defeito: onlay (sobre a aponeurose), inlay (preenchendo o defeito) e sublay (abaixo da aponeurose, pré-peritoneal ou intraperitoneal).

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