HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2025
Um percentual expressivo de pacientes com insuficiência cardíaca tratados corretamente apresenta reversão da dilatação cardíaca e aumento da FE (remodelamento reverso).Quando isto ocorre, é necessário
Remodelamento reverso na IC → Manter tratamento otimizado.
A melhora da função cardíaca e o remodelamento reverso em pacientes com insuficiência cardíaca são resultados diretos da terapia medicamentosa otimizada. Suspender ou reduzir o tratamento pode levar à recidiva da disfunção ventricular e piora clínica.
A insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome clínica complexa resultante de qualquer alteração estrutural ou funcional do enchimento ventricular ou da ejeção de sangue. É uma das principais causas de morbimortalidade global, com alta prevalência e impacto significativo na qualidade de vida dos pacientes. O tratamento otimizado visa aliviar sintomas, melhorar a capacidade funcional e, crucialmente, prolongar a vida. O conceito de remodelamento reverso cardíaco refere-se à melhora da função ventricular e à redução da dilatação cardíaca, frequentemente observada em pacientes com ICFER (insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida) que aderem rigorosamente à terapia medicamentosa. Este fenômeno é um marcador de bom prognóstico, mas não indica a cura da doença subjacente. A fisiopatologia da IC envolve ativação neuro-hormonal compensatória que, a longo prazo, leva à progressão da doença. A manutenção do tratamento medicamentoso, que inclui bloqueadores neuro-hormonais (iECA/BRA/ARNI, betabloqueadores, antagonistas mineralocorticoides) e, mais recentemente, inibidores do SGLT2, é fundamental. A suspensão ou redução das doses, mesmo diante de uma melhora clínica e ecocardiográfica, pode desencadear a reativação dos mecanismos patogênicos e a deterioração da função cardíaca, revertendo os benefícios obtidos. Portanto, a conduta correta é manter a terapia otimizada para preservar os ganhos e assegurar um prognóstico favorável a longo prazo.
É a melhora da função ventricular e redução da dilatação cardíaca em resposta ao tratamento, indicando uma reversão parcial dos danos estruturais.
A melhora é dependente da continuidade da terapia. A suspensão pode levar à recidiva da disfunção ventricular e piora do prognóstico.
Os pilares incluem inibidores da ECA/BRA/ARNI, betabloqueadores, antagonistas dos receptores de mineralocorticoides e inibidores do SGLT2.
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