SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2023
Em relação ao procedimento de retirada de corpo estranho localizado em tecido subcutâneo, é correto afirmar que:
Remoção de corpo estranho subcutâneo: anestesia local + exploração cuidadosa com pinça de ponta fina.
A remoção de corpos estranhos subcutâneos requer uma abordagem sistemática. A anestesia local é fundamental para o conforto do paciente e para permitir uma exploração precisa. O uso de uma pinça de ponta fina, inserida cuidadosamente pelo orifício de entrada ou por uma incisão estendida, é a técnica preferencial para localizar e extrair o objeto, minimizando danos teciduais.
A remoção de corpos estranhos localizados em tecido subcutâneo é um procedimento comum na prática médica, especialmente em pronto-socorros e ambulatórios. A abordagem deve ser cuidadosa e sistemática para garantir a extração completa do objeto, minimizar o trauma tecidual e prevenir complicações. A avaliação inicial inclui a história do evento, o tipo de objeto, o tempo decorrido e a localização. O procedimento de remoção geralmente começa com uma anestesia local adequada para garantir o conforto do paciente e permitir uma exploração minuciosa. A técnica envolve a inserção cuidadosa de uma pinça de ponta fina, como uma pinça hemostática ou de dissecção, através do orifício de entrada ou de uma incisão estendida, para localizar e apreender o objeto. A exploração deve ser delicada para evitar empurrar o corpo estranho mais profundamente ou causar danos a estruturas adjacentes. É fundamental evitar incisões em "X" ou explorações cegas e prolongadas, que podem aumentar o trauma e a dificuldade de localização. Radiografias ou ultrassonografia podem ser úteis para localizar objetos radiopacos ou radiotransparentes, respectivamente, antes da incisão. Após a remoção, a ferida deve ser irrigada e avaliada para fechamento primário ou secundário, dependendo do grau de contaminação e tempo de lesão, e a profilaxia antitetânica deve ser considerada.
Os princípios incluem avaliação da lesão, anestesia local adequada, hemostasia, exploração cuidadosa para localizar o objeto, remoção com instrumentos apropriados e fechamento da ferida, se necessário, com atenção à profilaxia antitetânica.
A remoção cirúrgica é indicada para corpos estranhos que causam dor, inflamação, infecção, comprometimento funcional, ou que são tóxicos. Objetos grandes, pontiagudos ou localizados perto de estruturas neurovasculares também requerem remoção.
Os riscos incluem infecção (celulite, abscesso), formação de granuloma, dor crônica, reação de corpo estranho, comprometimento da função (se perto de nervos ou tendões) e, em alguns casos, migração do objeto.
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