SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2026
Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando os tipos de amenorreias às suas respectivas causas ou mecanismos: | Coluna 1 | Coluna 2 | |---|---| | 1. Hipotalâmica. | ( ) Síndrome de Asherman. | | 2. De causa anatômica. | ( ) Exercícios físicos intensos e baixo percentual de gordura corporal. | | 3. Por anovulação. | ( ) Síndrome de Rokitansky. | | 4. De causa congênita. | ( ) Síndrome dos ovários policísticos. |
Asherman = Sinéquias; Rokitansky = Agenesia Mülleriana; SOP = Anovulação; Exercício = Hipotalâmica.
A classificação das amenorreias exige diferenciar causas anatômicas (obstrutivas ou agenesias) de causas funcionais/endócrinas (eixo HPO), utilizando o histórico clínico e exames complementares.
A investigação da amenorreia é um tema clássico em ginecologia endócrina. Didaticamente, dividimos as causas em compartimentos: I (Utero/Vagina), II (Ovários), III (Hipófise) e IV (Hipotálamo). A Síndrome de Asherman e Rokitansky representam defeitos no compartimento I. A amenorreia hipotalâmica (compartimento IV) está frequentemente ligada ao estresse, perda de peso excessiva ou exercícios extenuantes, que suprimem a secreção pulsátil de GnRH. Já a SOP é a causa mais comum de amenorreia secundária por anovulação. O entendimento dessas correlações é vital para o manejo clínico e para o sucesso em exames de título e residência.
A Síndrome de Asherman é uma causa de amenorreia secundária de origem anatômica (compartimento I). Caracteriza-se pela presença de sinéquias (cicatrizes/aderências) dentro da cavidade uterina, geralmente resultantes de traumas endometriais após procedimentos como curetagens uterinas vigorosas, infecções (como tuberculose endometrial) ou cirurgias uterinas. O endométrio torna-se incapaz de proliferar e descamar, resultando em amenorreia ou hipomenorreia, mesmo com o eixo hormonal hipotálamo-hipófise-ovário intacto.
A Síndrome de Mayer-Rokitansky-Küster-Hauser é uma causa de amenorreia primária congênita. Clinicamente, a paciente apresenta caracteres sexuais secundários normais (pois os ovários são funcionais e produzem estrogênio), mas há agenesia dos ductos de Müller, resultando em ausência de útero, tubas uterinas e dos dois terços superiores da vagina. O diagnóstico é sugerido pelo exame físico (vagina curta/em fundo cego) e confirmado por ultrassonografia ou ressonância magnética que demonstram a ausência uterina com presença de ovários.
Na SOP, a amenorreia (ou mais comumente a oligomenorreia) é causada por anovulação crônica. Existe um desequilíbrio hormonal caracterizado por hiperandrogenismo e uma relação LH/FSH aumentada. A ausência de pico de LH impede a ovulação; consequentemente, não há formação do corpo lúteo nem produção de progesterona. Sem a queda da progesterona ao final do ciclo, não ocorre a descamação endometrial organizada, levando a períodos prolongados sem menstruação.
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