AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2021
Em relação à vacina BCG-ID é correto afirmar que:
RN contato bacilífero: BCG após quimioprofilaxia ou tratamento de ILTB.
A vacina BCG-ID é contraindicada em recém-nascidos que são contatos de indivíduos bacilíferos até que se descarte a infecção ou se complete a quimioprofilaxia/tratamento da infecção latente da tuberculose. Isso evita a vacinação de um bebê já infectado, o que poderia levar a complicações ou mascarar a doença.
A vacina BCG (Bacilo de Calmette e Guérin) é uma vacina atenuada utilizada para prevenir as formas graves de tuberculose, como a tuberculose miliar e a meningite tuberculosa, especialmente em crianças. No Brasil, a vacinação é recomendada o mais precocemente possível, de preferência ainda na maternidade, para recém-nascidos com peso igual ou superior a 2.000g. Existem situações específicas que contraindicam a vacinação imediata com BCG. Uma delas é o contato de recém-nascidos com indivíduos bacilíferos (com tuberculose pulmonar ativa e baciloscopia positiva). Nesses casos, a vacinação deve ser postergada. O bebê deve ser avaliado para infecção latente da tuberculose e, se necessário, receber quimioprofilaxia com isoniazida por 3 meses antes de ser vacinado, para evitar a vacinação de um indivíduo já infectado. Outras contraindicações importantes incluem imunodeficiência primária ou secundária (como HIV sintomático, uso de corticosteroides em altas doses ou outras drogas imunossupressoras), e peso ao nascer inferior a 2.000g, devido ao risco aumentado de eventos adversos. A ausência de cicatriz vacinal após a BCG não é indicação para revacinação, pois a proteção não está diretamente ligada à presença da cicatriz.
Recém-nascidos contatos de bacilíferos não devem ser vacinados com BCG imediatamente. Eles devem ser avaliados para infecção latente da tuberculose e, se indicado, receber quimioprofilaxia ou tratamento antes da vacinação.
As principais contraindicações incluem imunodeficiência congênita ou adquirida (HIV sintomático), peso ao nascer inferior a 2.000g, uso de imunossupressores e contato com bacilíferos sem quimioprofilaxia prévia.
Não, a revacinação com BCG não é recomendada no Brasil, mesmo na ausência de cicatriz vacinal. A presença ou ausência da cicatriz não se correlaciona diretamente com a proteção conferida pela vacina.
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