UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2015
Em relação ao tabagismo e ao diabetes mellitus, assinale a afirmativa INCORRETA:
Tabagismo é fator de risco para DM2 e agrava complicações, mas não é causa de todos os tipos de diabetes.
Embora o tabagismo seja um fator de risco bem estabelecido para o desenvolvimento de Diabetes Mellitus tipo 2 e agrave significativamente suas complicações micro e macrovasculares, não há evidências de que seja uma causa para o Diabetes Mellitus tipo 1. A afirmação de que é 'uma das causas do diabetes' de forma generalizada é imprecisa.
O tabagismo é um dos maiores desafios de saúde pública global, sendo um fator de risco modificável para inúmeras doenças crônicas, incluindo o Diabetes Mellitus (DM). A relação entre tabagismo e DM é complexa e multifacetada, com implicações significativas tanto no desenvolvimento da doença quanto na progressão de suas complicações. Estudos epidemiológicos e fisiopatológicos demonstram claramente que o tabagismo é um fator de risco independente para o desenvolvimento do Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2). Ele promove resistência à insulina, disfunção das células beta pancreáticas e inflamação crônica, mecanismos centrais na patogênese do DM2. Além disso, há uma relação dose-resposta, onde o risco aumenta com a quantidade e duração do tabagismo. No entanto, é crucial diferenciar essa relação do Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1), uma doença autoimune para a qual o tabagismo não é considerado um fator etiológico. Para pacientes já diagnosticados com DM, o tabagismo acelera e agrava as complicações microvasculares (nefropatia, retinopatia, neuropatia) e macrovasculares (doença cardiovascular, AVC, doença arterial periférica), aumentando a morbidade e mortalidade. Portanto, a cessação do tabagismo é uma intervenção fundamental e prioritária no manejo de todos os pacientes com diabetes, impactando diretamente o prognóstico e a qualidade de vida.
O tabagismo contribui para o desenvolvimento do DM2 através de múltiplos mecanismos, incluindo o aumento da resistência à insulina, disfunção das células beta pancreáticas, inflamação sistêmica e estresse oxidativo, que prejudicam a homeostase da glicose.
O tabagismo agrava significativamente as complicações microvasculares, como nefropatia e retinopatia diabética, e as complicações macrovasculares, incluindo doença arterial coronariana, doença vascular periférica e acidente vascular cerebral, aumentando a morbidade e mortalidade em pacientes diabéticos.
Não há evidências que estabeleçam o tabagismo como uma causa ou fator de risco direto para o desenvolvimento do Diabetes Mellitus tipo 1, que é uma doença autoimune. O DM1 geralmente se manifesta em idades mais jovens, antes da exposição significativa ao tabaco.
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