PMSO - Prefeitura Municipal de Sorocaba (SP) — Prova 2021
Em relação à sífilis assinale a alternativa CORRETA:
Sífilis: causada por Treponema pallidum (espiroqueta), com fases de atividade clínica e latência.
A sífilis, causada pela espiroqueta Treponema pallidum, possui uma história natural caracterizada por fases sintomáticas (primária, secundária, terciária) e assintomáticas (latência), onde a bactéria permanece no organismo. A transmissão é mais eficiente nas fases iniciais da doença.
A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) sistêmica causada pela espiroqueta Treponema pallidum. Sua história natural é complexa e se divide em fases clínicas e latentes. As fases clínicas incluem a sífilis primária, caracterizada pelo cancro duro no local de inoculação; a sífilis secundária, com manifestações cutâneas e mucosas disseminadas; e a sífilis terciária, que pode afetar diversos órgãos, incluindo o sistema nervoso central e cardiovascular. Entre as fases clínicas, ocorrem períodos de latência, onde o paciente é assintomático, mas a infecção persiste. A sífilis latente recente ocorre no primeiro ano após a infecção, enquanto a latente tardia se manifesta após esse período. A transmissão da doença é mais eficaz nas fases primária e secundária, quando há maior carga bacteriana nas lesões. É crucial entender que infecções anteriores por sífilis não conferem imunidade protetora contra novas exposições ao Treponema pallidum. O tratamento de escolha para todas as fases da sífilis é a penicilina benzatina, com esquemas posológicos que variam conforme a fase da doença. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e prevenir as complicações graves da sífilis terciária e congênita.
O agente etiológico da sífilis é a bactéria Treponema pallidum, subespécie pallidum. É uma espiroqueta gram-negativa, caracterizada por sua forma espiralada e motilidade, que a permite penetrar nas mucosas e tecidos.
A história natural da sífilis é caracterizada por fases de atividade clínica (sífilis primária, secundária e terciária) intercaladas com fases de não atividade clínica, conhecidas como fases de latência (latente recente e latente tardia). Durante a latência, o paciente não apresenta sintomas, mas a bactéria permanece no organismo.
A transmissão da sífilis é mais eficiente nas fases iniciais da doença, ou seja, na sífilis primária e secundária, devido à presença de lesões ricas em treponemas (cancro duro, roséola sifilítica, condiloma plano). A transmissão vertical (mãe-feto) também é mais provável nessas fases.
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