SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2015
Em relação ao sarampo, o Ministério da Saúde determina que sejam notificados:
Sarampo: Notificação compulsória IMEDIATA de TODOS os casos SUSPEITOS e CONFIRMADOS.
O sarampo é uma doença de notificação compulsória imediata no Brasil. Para fins de vigilância epidemiológica e controle de surtos, é fundamental notificar tanto os casos suspeitos (qualquer pessoa com febre e exantema maculopapular, acompanhado de tosse, coriza ou conjuntivite) quanto os casos confirmados.
O sarampo é uma doença infecciosa aguda, altamente contagiosa, causada por um vírus do gênero Morbillivirus. Apesar dos esforços de eliminação, surtos ainda ocorrem globalmente, tornando a vigilância epidemiológica uma ferramenta essencial para o controle da doença. No Brasil, o sarampo é uma doença de notificação compulsória imediata. A importância da notificação compulsória reside na capacidade de monitorar a circulação viral, identificar áreas de risco e implementar medidas de controle rapidamente. Para fins de vigilância, um caso suspeito de sarampo é definido por critérios clínicos (febre, exantema maculopapular, tosse/coriza/conjuntivite), e todos esses casos devem ser notificados. A confirmação laboratorial é importante, mas a notificação não deve aguardar seus resultados. A notificação de casos suspeitos e confirmados permite que as equipes de saúde pública realizem a investigação epidemiológica, que inclui a busca ativa de contatos, a avaliação do estado vacinal da população e a implementação de ações de bloqueio vacinal. Essas medidas são cruciais para conter a disseminação do vírus, proteger a comunidade e manter o status de eliminação do sarampo no país, prevenindo o reestabelecimento da transmissão endêmica.
Um caso suspeito de sarampo é qualquer pessoa que apresente febre e exantema maculopapular, acompanhados de um ou mais dos seguintes sintomas: tosse, coriza ou conjuntivite, independentemente da idade e estado vacinal.
A notificação imediata de casos suspeitos é crucial para que as autoridades de saúde possam iniciar rapidamente a investigação epidemiológica, implementar medidas de controle (como bloqueio vacinal) e evitar a disseminação da doença, especialmente em um contexto de eliminação.
Após a notificação, as medidas incluem o isolamento do paciente, a investigação epidemiológica para identificar a fonte de infecção e os contatos, e a realização de bloqueio vacinal seletivo em pessoas expostas e não vacinadas.
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