CRER - Centro de Reabilitação Dr. Henrique Santillo (GO) — Prova 2015
Em relação à prolactina, é incorreto afirmar:
Estresse ↑ secreção de prolactina; dopamina ↓ secreção de prolactina.
A prolactina é sintetizada nos lactotropos da adeno-hipófise. Sua secreção é primariamente inibida pela dopamina hipotalâmica, mas estimulada por TRH, VIP e, notavelmente, por estímulos como gestação, sucção no pós-parto e estresse. Portanto, o estresse aumenta, e não diminui, sua secreção.
A prolactina é um hormônio peptídico produzido e secretado pelos lactotropos da adeno-hipófise. Sua principal função fisiológica é a estimulação da lactogênese e manutenção da lactação no período pós-parto. Além disso, a prolactina desempenha papéis em diversas outras funções, incluindo reprodução, metabolismo, função imune e comportamento. A regulação da secreção de prolactina é complexa e predominantemente inibitória, exercida principalmente pela dopamina hipotalâmica. No entanto, diversos estímulos podem superar essa inibição e aumentar a secreção de prolactina. A gestação é um potente estímulo, com os níveis de prolactina aumentando progressivamente devido aos altos níveis de estrogênio. No pós-parto, a sucção mamária é o principal estímulo para a liberação de prolactina, essencial para a produção de leite. É crucial para o residente saber que o estresse, seja físico ou psicológico, é um potente estimulador da secreção de prolactina. Isso ocorre através de vias neurais e humorais, incluindo a liberação de TRH e VIP. Portanto, a afirmação de que o estresse diminui sua secreção está incorreta. A hiperprolactinemia induzida por estresse pode ser um fator confundidor em exames laboratoriais e deve ser considerada no contexto clínico.
A prolactina é sintetizada e secretada pelos lactotropos, células acidófilas localizadas na adeno-hipófise (hipófise anterior).
Os principais fatores que estimulam a secreção de prolactina incluem a gestação, a sucção mamária (pós-parto), o estresse, o sono, o exercício físico e alguns peptídeos hipotalâmicos como o TRH (hormônio liberador de tireotrofina) e o VIP (peptídeo intestinal vasoativo).
A dopamina, liberada pelo hipotálamo, é o principal inibidor tônico da secreção de prolactina. Ela atua nos receptores D2 dos lactotropos, suprimindo a síntese e liberação de prolactina. Fármacos que bloqueiam a dopamina ou diminuem sua produção podem causar hiperprolactinemia.
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