Partograma: Entenda as Distocias e a Parada de Dilatação

Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2020

Enunciado

Em relação ao partograma, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) A fase latente do trabalho de parto tem duração menor que a fase ativa, geralmente até 12 horas, e a conduta deve ser expectante.
  2. B) Se a linha de alerta for ultrapassada, existe o risco iminente de sofrimento fetal.
  3. C) A parada secundária de descida é uma distocia do período de dilatação, e a fase ativa prolongada é uma distocia do período pélvico.
  4. D) Na parada secundária de dilatação, a dilatação permanece a mesma em dois ou mais toques consecutivos, realizados em intervalo de duas ou mais horas entre eles, e a causa principal é a desproporção cefalopélvica relativa ou absoluta.

Pérola Clínica

Parada secundária de dilatação = dilatação inalterada por ≥ 2h; principal causa é DPC.

Resumo-Chave

A alternativa D descreve corretamente a parada secundária de dilatação, uma distocia comum na fase ativa do trabalho de parto, frequentemente associada à desproporção cefalopélvica. O partograma é uma ferramenta essencial para identificar essas distocias e guiar a conduta.

Contexto Educacional

O partograma é uma representação gráfica da evolução do trabalho de parto, essencial para monitorar a progressão e identificar precocemente distocias. Ele registra a dilatação cervical, descida da apresentação fetal, contrações uterinas e outros parâmetros maternos e fetais, sendo uma ferramenta fundamental na prática obstétrica para garantir a segurança da mãe e do bebê. As distocias do trabalho de parto são desvios da normalidade que podem prolongar o parto ou levar a complicações. A parada secundária de dilatação é uma dessas distocias, caracterizada pela ausência de mudança na dilatação cervical por um período de duas horas ou mais na fase ativa. Sua principal etiologia é a desproporção cefalopélvica (DCP), onde há uma inadequação entre o tamanho da cabeça fetal e as dimensões da pelve materna, impedindo a progressão. O manejo das distocias identificadas pelo partograma é crucial. Em casos de parada secundária de dilatação por DCP, a via de parto cesariana pode ser indicada. Compreender as fases do trabalho de parto, os limites de normalidade e os critérios para cada distocia é vital para a tomada de decisão clínica e para a segurança do binômio materno-fetal, sendo um tópico recorrente em provas de residência médica.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para diagnosticar a parada secundária de dilatação no partograma?

A parada secundária de dilatação é diagnosticada quando a dilatação cervical permanece inalterada por duas ou mais horas em dois toques consecutivos, durante a fase ativa do trabalho de parto.

Qual a principal causa da parada secundária de dilatação?

A desproporção cefalopélvica (DCP), seja ela relativa ou absoluta, é considerada a principal causa da parada secundária de dilatação, impedindo a progressão do trabalho de parto.

Qual a importância da linha de alerta no partograma?

A linha de alerta no partograma indica o limite de tempo esperado para a progressão normal do trabalho de parto. Sua ultrapassagem sugere a necessidade de reavaliação clínica e intervenção, mas não necessariamente sofrimento fetal iminente.

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