Hanseníase: Classificação Multibacilar e Baciloscopia

UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2019

Enunciado

Em relação à hanseníase, assinale a opção correta.

Alternativas

  1. A) Tem baixa letalidade e alta mortalidade. 
  2. B) O coeficiente de detecção de casos novos é função da prevalência de casos e da agilidade diagnóstica dos serviços de saúde. 
  3. C) De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a definição de caso de hanseníase deverá ter pelo menos dois dos critérios: lesões de pele com alteração de sensibilidade, espessamento de nervo periférico e baciloscopia positiva para bacilo de Hansen.
  4. D) A baciloscopia positiva classifica o caso como multi bacilar, independente do número de lesões. 
  5. E) O resultado negativo da baciloscopia exclui o diagnóstico de hanseníase.

Pérola Clínica

Hanseníase: Baciloscopia positiva = caso multibacilar (MB), independente do número de lesões.

Resumo-Chave

Na hanseníase, a classificação para fins de tratamento é crucial. Uma baciloscopia positiva, que indica a presença de bacilos de Hansen, automaticamente classifica o caso como multibacilar (MB), independentemente do número de lesões cutâneas, direcionando para o esquema terapêutico mais prolongado e potente.

Contexto Educacional

A hanseníase, causada pelo Mycobacterium leprae, é uma doença infecciosa crônica que afeta principalmente a pele, nervos periféricos, trato respiratório superior, olhos e testículos. Apesar de ter baixa letalidade, pode causar incapacidades permanentes se não for diagnosticada e tratada precocemente. O Brasil ainda é um dos países com maior carga da doença no mundo. A fisiopatologia da hanseníase envolve a interação do bacilo com o sistema imune do hospedeiro, determinando as diferentes formas clínicas (paucibacilar e multibacilar). O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na presença de lesões cutâneas com alteração de sensibilidade, espessamento de nervos periféricos e, em alguns casos, baciloscopia positiva. A baciloscopia é crucial para a classificação e tratamento, sendo positiva em casos multibacilares. O tratamento da hanseníase é feito com politerapia (MDT - Multidrug Therapy), que varia conforme a classificação paucibacilar ou multibacilar. Para casos paucibacilares, o esquema dura 6 meses; para multibacilares, 12 meses. O prognóstico é excelente com o tratamento adequado, prevenindo incapacidades. Pontos de atenção incluem o manejo das reações hansênicas, o acompanhamento neurológico e a prevenção de estigmas sociais.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para o diagnóstico de hanseníase segundo a OMS?

A OMS define um caso de hanseníase pela presença de pelo menos um dos seguintes critérios: lesões de pele com alteração de sensibilidade, espessamento de nervo periférico com alteração de sensibilidade ou força, e baciloscopia positiva para Mycobacterium leprae.

Qual a diferença entre hanseníase paucibacilar e multibacilar?

A hanseníase paucibacilar (PB) é caracterizada por até 5 lesões de pele e baciloscopia negativa. A hanseníase multibacilar (MB) apresenta mais de 5 lesões de pele ou baciloscopia positiva, independentemente do número de lesões.

A baciloscopia negativa exclui o diagnóstico de hanseníase?

Não, a baciloscopia negativa não exclui o diagnóstico de hanseníase. Muitos casos de hanseníase paucibacilar, que são clinicamente diagnosticados, apresentam baciloscopia negativa. O diagnóstico é clínico-epidemiológico.

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