MINOCA: Diagnóstico e Fisiopatologia do Infarto Não Obstrutivo

SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2025

Enunciado

Em relação ao fenômeno MINOCA (Infarto do miocárdio com artérias coronárias nãoobstrutivas), pode-se afirmar, EXCETO:

Alternativas

  1. A) Elevação de troponina não é fundamental para este diagnóstico, como no exemplo de desequilíbrio entre oferta e consumo de oxigênio.
  2. B) Maioria dos pacientes tem melhor prognóstico que pacientes com infarto agudo do miocárdio aterotrombótico.
  3. C) Deve ser feito diagnóstico diferencial com outras situações que causam injúria miocárdica, como miocardites, e mesmo de causas extracardíacas.
  4. D) Sua fisiopatologia compreende, entre outros, disfunção coronária epicárdica (como erosão ou dissecção de placa) e disfunção endotelial coronária (doença microvascular).

Pérola Clínica

MINOCA exige troponina ↑ + artérias < 50% obstruídas + ausência de causa alternativa óbvia.

Resumo-Chave

MINOCA é um diagnóstico de infarto (requer troponina positiva) em pacientes com coronárias sem obstruções significativas (>50%), exigindo investigação de causas microvasculares ou espásticas.

Contexto Educacional

O termo MINOCA descreve uma síndrome clínica complexa onde há evidência de infarto do miocárdio, mas a cineangiocoronariografia não revela lesões obstrutivas significativas. É um diagnóstico de exclusão que desafia a visão tradicional de que o IAM é sempre causado por uma oclusão arterial por trombo. A elevação de troponina é o marcador sine qua non de injúria miocárdica, diferenciando o infarto de outras dores torácicas não isquêmicas. O manejo clínico envolve a identificação da causa específica (ex: teste provocativo para espasmo, RM para avaliar padrão de realce tardio) e a instituição de terapia farmacológica direcionada, que pode incluir estatinas, IECA/BRA e antiagregantes plaquetários, dependendo do mecanismo fisiopatológico identificado.

Perguntas Frequentes

Quais os critérios para o diagnóstico de MINOCA?

O diagnóstico de MINOCA (Myocardial Infarction with Non-Obstructive Coronary Arteries) baseia-se em três pilares: 1. Critérios universais para Infarto Agudo do Miocárdio (incluindo obrigatoriamente a elevação e/ou queda de troponina cardíaca); 2. Demonstração de artérias coronárias não obstrutivas na angiografia (estenose < 50% em qualquer vaso epicárdico maior); 3. Ausência de uma causa alternativa óbvia para a apresentação clínica (como miocardite ou embolia pulmonar).

Qual a fisiopatologia por trás do MINOCA?

A fisiopatologia é heterogênea e pode envolver causas coronarianas epicárdicas (como ruptura ou erosão de placa aterosclerótica não obstrutiva, espasmo coronariano ou dissecção espontânea) e causas microvasculares (disfunção microvascular coronária). O diagnóstico diferencial é amplo e muitas vezes requer exames complementares como a Ressonância Magnética Cardíaca para distinguir entre infarto verdadeiro, miocardite e cardiomiopatia de Takotsubo.

Qual o prognóstico do paciente com MINOCA?

Embora muitos pacientes com MINOCA apresentem um prognóstico melhor em comparação com aqueles que possuem doença coronariana aterotrombótica obstrutiva, a condição não é benigna. Estudos mostram que esses pacientes têm um risco aumentado de eventos cardiovasculares adversos maiores (MACE) a longo prazo em comparação com a população geral, exigindo acompanhamento e tratamento dos fatores de risco subjacentes.

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