CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2024
Em relação ao exame do paciente abaixo (A: olho direito; B: olho esquerdo), é correto afirmar:
Assimetria de escavação > 0,2 → suspeita de glaucoma (ocorre em < 1% da população normal).
A assimetria vertical da escavação entre os dois olhos é um dos sinais clínicos mais precoces e confiáveis para o diagnóstico de glaucoma, indicando perda localizada de fibras nervosas.
O glaucoma é uma neuropatia óptica progressiva caracterizada por alterações morfológicas no disco óptico e perda correspondente de campo visual. A avaliação do nervo óptico é o padrão-ouro para o diagnóstico inicial. A assimetria de escavação reflete uma perda desigual de axônios entre os olhos, o que é atípico para variações anatômicas normais. Clinicamente, ao observar uma assimetria, o médico deve realizar a paquimetria (espessura corneana), medir a pressão intraocular e solicitar exames complementares como a campimetria computadorizada e o OCT (Tomografia de Coerência Óptica) para confirmar o dano estrutural e funcional.
Uma diferença na relação escavação/disco (C/D) maior que 0,2 entre os dois olhos é considerada suspeita de glaucoma. Enquanto escavações grandes podem ser fisiológicas se forem simétricas e o anel neurorretiniano for saudável, a assimetria sugere dano adquirido.
Não necessariamente, mas é altamente sugestivo. Menos de 1% da população normal apresenta assimetria > 0,2. Outras causas incluem diferenças congênitas no tamanho do disco óptico (discos maiores tendem a ter escavações maiores) ou outras neuropatias ópticas, mas o glaucoma é a principal causa a ser excluída.
Deve-se avaliar a regra ISNT (espessura do anel neurorretiniano: Inferior > Superior > Nasal > Temporal), a presença de hemorragias de disco (Hemorragia de Drance), atrofia peripapilar e o estado da camada de fibras nervosas da retina.
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