SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2020
Em relação às drogas utilizadas para inibição do trabalho de parto prematuro. Qual é a droga de primeira escolha segundo o Ministério da Saúde?
Tocólise: Nifedipina é a primeira escolha para inibição do trabalho de parto prematuro.
A nifedipina, um bloqueador dos canais de cálcio, é considerada a droga de primeira escolha para a tocólise (inibição do trabalho de parto prematuro) em muitos protocolos, incluindo os do Ministério da Saúde. Ela atua relaxando a musculatura uterina ao inibir o influxo de cálcio, com bom perfil de segurança e eficácia.
O trabalho de parto prematuro é uma das principais causas de morbimortalidade neonatal, e a tocólise, que é a inibição das contrações uterinas, visa prolongar a gestação para permitir a maturação pulmonar fetal com corticoesteroides e, se necessário, a transferência para um centro de referência. A escolha do tocolítico é crucial para a eficácia e segurança do tratamento. A nifedipina, um bloqueador dos canais de cálcio, é amplamente recomendada como a droga de primeira escolha para a tocólise em muitos protocolos, incluindo os do Ministério da Saúde. Seu mecanismo de ação envolve a inibição do influxo de cálcio para as células musculares lisas do miométrio, resultando em relaxamento uterino. Possui um bom perfil de eficácia e segurança, com menos efeitos adversos graves em comparação com outros agentes. Outros tocolíticos incluem os beta-agonistas (como terbutalina), inibidores da síntese de prostaglandinas (como indometacina) e antagonistas do receptor de ocitocina (atosiban). Cada um possui indicações e contraindicações específicas, e a escolha deve considerar a idade gestacional, as comorbidades maternas e os potenciais efeitos adversos. Residentes devem dominar os protocolos de tocólise para otimizar os desfechos maternos e neonatais.
A nifedipina é um bloqueador dos canais de cálcio. Ela atua inibindo o influxo de cálcio para as células musculares lisas do miométrio, o que leva ao relaxamento uterino e, consequentemente, à inibição das contrações.
Os efeitos adversos mais comuns incluem cefaleia, tontura, rubor facial, hipotensão e taquicardia reflexa. Geralmente são leves e transitórios, mas a hipotensão deve ser monitorada, especialmente em pacientes com doenças cardíacas preexistentes.
A tocólise é indicada para prolongar a gestação em casos de trabalho de parto prematuro iminente, permitindo a administração de corticoesteroides para maturação pulmonar fetal. É contraindicada em situações como sofrimento fetal, corioamnionite, sangramento vaginal ativo, pré-eclâmpsia grave, descolamento prematuro de placenta e óbito fetal.
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