Inserção de DIU: Mitos e Verdades sobre DSTs e DIP

UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2022

Enunciado

Em relação ao DIU (Dispositivo IntraUterino) marque a alternativa ERRADA:

Alternativas

  1. A) É rotina fazer triagem para DSTs (ex. gonorreia e Chlamydia) antes da inserção deste método;
  2. B) O DIU é o método de contracepção reversível que possui maior taxa de continuação em 1 ano, isto porque a descontinuação necessita de uma consulta em uma instalação médica ambulatorial para descontinuar o uso.
  3. C) O DIU deve ser inserido no período pós-parto dentro dos primeiros 10 minutos após a remoção da placenta, ou em 6 a 8 semanas.
  4. D) Na inserção e nos primeiros 3 meses de uso do DIU está o maior risco de DIP (Doença Inflamatória Pélvica).

Pérola Clínica

Triagem rotineira de DSTs antes da inserção do DIU NÃO é recomendada; apenas em alto risco ou sintomas.

Resumo-Chave

A triagem rotineira para DSTs (como gonorreia e clamídia) antes da inserção do DIU não é recomendada para todas as mulheres. A triagem deve ser realizada apenas em mulheres com alto risco de DSTs ou com sintomas. A inserção do DIU em mulheres com infecção ativa pode aumentar o risco de DIP.

Contexto Educacional

O Dispositivo Intrauterino (DIU) é um dos métodos contraceptivos reversíveis de longa duração (LARC) mais eficazes e seguros, com altas taxas de satisfação e continuação. Sua popularidade se deve à sua eficácia, conveniência e reversibilidade. No entanto, existem alguns mitos e verdades que precisam ser esclarecidos, especialmente para profissionais de saúde. Um ponto crucial é a relação entre DIU e Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) e Doença Inflamatória Pélvica (DIP). Não é rotina realizar triagem universal para DSTs (como gonorreia e clamídia) antes da inserção do DIU. As diretrizes atuais recomendam a triagem apenas para mulheres com alto risco de DSTs ou que apresentem sintomas. A inserção do DIU em uma mulher com cervicite ativa pode aumentar o risco de DIP, mas o DIU não aumenta o risco de adquirir DSTs. O maior risco de DIP associado ao DIU ocorre na inserção e nos primeiros 3 meses de uso, sendo geralmente atribuído à contaminação durante o procedimento. O DIU é conhecido por ter a maior taxa de continuação em 1 ano entre os métodos contraceptivos reversíveis, em grande parte porque sua remoção requer uma visita a um profissional de saúde. Além disso, a inserção do DIU pode ser feita em diferentes momentos, incluindo o período pós-parto imediato (nos primeiros 10 minutos após a remoção da placenta) ou no pós-parto tardio (6 a 8 semanas), o que o torna uma opção versátil para muitas mulheres.

Perguntas Frequentes

É necessário realizar triagem de DSTs antes da inserção do DIU?

Não é rotina. A triagem para DSTs (gonorreia e clamídia) antes da inserção do DIU é recomendada apenas para mulheres com alto risco de infecção ou que apresentem sintomas.

Qual o risco de Doença Inflamatória Pélvica (DIP) associado ao DIU?

O maior risco de DIP ocorre na inserção do DIU e nos primeiros 3 meses de uso, principalmente devido à introdução de bactérias da cérvix no útero durante o procedimento. Após esse período, o risco é muito baixo.

Quando o DIU pode ser inserido no período pós-parto?

O DIU pode ser inserido imediatamente após a remoção da placenta (nos primeiros 10 minutos) ou após 6 a 8 semanas pós-parto, quando o útero já involuiu.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo