Delirium: Diagnóstico, Prevenção e Tratamento na UTI

HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2023

Enunciado

Em relação ao delirium, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:( ) O delirium está associado ao aumento de mortalidade, devendo ser prontamente tratado, e, apesar de ser um determinante importante, não existem estratégias de prevenção.( ) As características principais do delirium abrangem o início agudo e a desatenção.( ) Os benzodiazepínicos são considerados o tratamento de primeira linha.

Alternativas

  1. A) C - C - E.
  2. B) C - E - C.
  3. C) E - E - E.
  4. D) E - C - E.

Pérola Clínica

Delirium = início agudo + desatenção; tem prevenção e tratamento não inclui BZD como 1ª linha.

Resumo-Chave

O delirium é uma disfunção cerebral aguda, caracterizada por início súbito e flutuante, e desatenção. É uma condição grave associada a aumento de mortalidade e tempo de internação, mas que possui estratégias de prevenção não farmacológicas eficazes. Benzodiazepínicos são geralmente contraindicados como primeira linha de tratamento, exceto em delirium por abstinência.

Contexto Educacional

O delirium é uma síndrome neuropsiquiátrica aguda e flutuante, caracterizada por uma alteração da atenção e da cognição, que se desenvolve em um curto período de tempo e tende a flutuar ao longo do dia. É uma condição comum em pacientes hospitalizados, especialmente idosos e em unidades de terapia intensiva (UTI), e está associada a desfechos adversos como aumento da mortalidade, tempo de internação prolongado e declínio cognitivo funcional. As características principais para o diagnóstico de delirium, conforme o DSM-5, são: alteração na atenção e consciência, que se desenvolve rapidamente e flutua, e uma alteração cognitiva adicional (memória, desorientação, linguagem, percepção). É crucial reconhecer que, embora seja uma condição grave, o delirium é prevenível em muitos casos. Estratégias não farmacológicas, como mobilização precoce, otimização do sono, correção de déficits sensoriais e reorientação constante, são a base da prevenção. O tratamento do delirium foca na identificação e correção das causas subjacentes. O manejo farmacológico deve ser cauteloso. Antipsicóticos, como o haloperidol, são frequentemente usados para controlar a agitação e sintomas psicóticos, mas não são a primeira linha para todos os casos e devem ser usados na menor dose eficaz. Os benzodiazepínicos, por sua vez, geralmente são contraindicados, pois podem exacerbar o delirium, sendo sua principal indicação o delirium por abstinência alcoólica ou de benzodiazepínicos.

Perguntas Frequentes

Quais são as características diagnósticas essenciais do delirium?

As características essenciais do delirium incluem um início agudo e flutuante, desatenção (dificuldade em focar, manter ou direcionar a atenção), pensamento desorganizado e alteração do nível de consciência.

Existem estratégias eficazes para prevenir o delirium?

Sim, existem diversas estratégias de prevenção não farmacológicas, como orientação e reorientação, mobilização precoce, otimização do sono, manejo da dor, correção de distúrbios sensoriais (óculos, aparelhos auditivos) e hidratação adequada.

Por que os benzodiazepínicos não são o tratamento de primeira linha para o delirium?

Os benzodiazepínicos podem piorar o delirium, especialmente em idosos, aumentando a sedação e a confusão. Eles são reservados para o tratamento de delirium por abstinência alcoólica ou de benzodiazepínicos, ou em casos de delirium hiperativo refratário a antipsicóticos.

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