Coqueluche: Tratamento e Controle do Contágio

AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2018

Enunciado

Em relação à coqueluche, é correto afirmar que:

Alternativas

  1. A) É uma doença que causa acessos paroxísticos de tosse que terminam em uma expiração prolongada produzindo um estridor chamado de guincho.
  2. B) A leucopenia com linfopenia é frequentemente encontrada como achado laboratorial.
  3. C) A droga de primeira escolha para o tratamento é a sulfametoxazol+trimetoprima.
  4. D) O principal benefício da antibioticoterapia é a redução do período de contágio da doença.
  5. E) A quimioprofilaxia, com o uso de antimicrobianos, está indicada para todos os contatos domiciliares do caso índice, exceto para os que já receberam vacina contra conqueluche.

Pérola Clínica

Coqueluche: ATB reduz contágio, mas não altera curso da doença se iniciada tardiamente na fase paroxística.

Resumo-Chave

Na coqueluche, a antibioticoterapia é mais eficaz para reduzir a transmissibilidade da doença, especialmente se iniciada nas fases iniciais (catarral). Se iniciada na fase paroxística, o benefício na redução da gravidade ou duração dos sintomas é limitado, mas ainda é importante para diminuir o período de contágio.

Contexto Educacional

A coqueluche, causada pela bactéria Bordetella pertussis, é uma doença respiratória altamente contagiosa, caracterizada por acessos paroxísticos de tosse. Apesar da vacinação, surtos ainda ocorrem, especialmente em lactentes não vacinados ou parcialmente vacinados, nos quais a doença pode ser grave e fatal. O diagnóstico precoce e o manejo adequado são cruciais para controlar a disseminação. A doença evolui em fases: catarral (sintomas inespecíficos), paroxística (tosse intensa com guincho inspiratório) e convalescença. A leucocitose com linfocitose é um achado laboratorial clássico, e não leucopenia com linfopenia. A droga de primeira escolha para o tratamento são os macrolídeos (como azitromicina, claritromicina ou eritromicina), e não sulfametoxazol+trimetoprima, que é uma alternativa para alérgicos ou em casos de resistência. O principal benefício da antibioticoterapia na coqueluche é a redução do período de contágio. Se iniciada na fase catarral, pode atenuar a gravidade e duração dos sintomas. No entanto, se iniciada na fase paroxística, quando a toxina pertussis já causou danos significativos, o efeito sobre a tosse é limitado, mas ainda é vital para diminuir a transmissibilidade. A quimioprofilaxia com antimicrobianos é indicada para contatos domiciliares e outros contatos próximos de alto risco, independentemente do status vacinal, para prevenir a doença ou atenuar sua gravidade.

Perguntas Frequentes

Qual é o principal objetivo da antibioticoterapia na coqueluche?

O principal objetivo da antibioticoterapia na coqueluche é reduzir o período de contágio da doença, diminuindo a disseminação da Bordetella pertussis. Se iniciada precocemente na fase catarral, também pode atenuar a gravidade e duração dos sintomas.

Quais são as fases clínicas da coqueluche e seus sintomas característicos?

A coqueluche tem três fases: catarral (sintomas inespecíficos como coriza, tosse leve), paroxística (acessos de tosse intensos e repetitivos, seguidos por um guincho inspiratório e, por vezes, vômitos) e convalescença (resolução gradual dos sintomas).

Para quem a quimioprofilaxia da coqueluche é indicada?

A quimioprofilaxia é indicada para contatos próximos (domiciliares, creches, escolas) de um caso confirmado de coqueluche, independentemente do status vacinal, especialmente para aqueles com risco de doença grave ou que convivem com lactentes não vacinados.

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