UNIRIO/HUGG - Hospital Universitário Gaffrée e Guinle - Rio de Janeiro (RJ) — Prova 2021
A relação de linfócitos TCD4/TCD8 além da aids é utilizada em que doença?
Relação CD4/CD8 ↑ no lavado broncoalveolar → Sarcoidose (especialmente pulmonar).
A relação CD4/CD8 é um marcador imunológico importante. Enquanto na AIDS ela está diminuída, na sarcoidose, especialmente no lavado broncoalveolar, ela se encontra aumentada devido à predominância de linfócitos T CD4+ na formação dos granulomas.
A relação de linfócitos T CD4/CD8 é um marcador imunológico que reflete o equilíbrio entre as subpopulações de linfócitos T auxiliares (CD4+) e citotóxicos (CD8+). Embora seja amplamente conhecida por seu papel no monitoramento da progressão da infecção pelo HIV e da AIDS (onde a relação está diminuída), ela também possui relevância diagnóstica em outras condições. Na sarcoidose, uma doença granulomatosa multissistêmica de etiologia desconhecida, a relação CD4/CD8 no lavado broncoalveolar (LBA) é um achado característico. A fisiopatologia da sarcoidose envolve uma resposta imune celular exagerada, com acúmulo de linfócitos T CD4+ e macrófagos nos locais de formação dos granulomas não caseosos. Consequentemente, no LBA de pacientes com sarcoidose pulmonar ativa, observa-se um aumento significativo da proporção de linfócitos T CD4+ em relação aos CD8+, resultando em uma relação CD4/CD8 elevada (geralmente > 3,5). Este achado, juntamente com outros dados clínicos, radiológicos e histopatológicos, auxilia no diagnóstico diferencial da sarcoidose.
Na sarcoidose, especialmente na forma pulmonar, a relação CD4/CD8 no lavado broncoalveolar (LBA) está tipicamente aumentada (>3,5), refletindo a predominância de linfócitos T CD4+ na resposta inflamatória granulomatosa.
Na AIDS, a relação CD4/CD8 está diminuída devido à depleção de linfócitos T CD4+ pelo HIV. Na sarcoidose, ao contrário, ela está aumentada, principalmente no LBA, indicando um acúmulo de CD4+ nos sítios de doença.
Além da relação CD4/CD8 no LBA, o diagnóstico de sarcoidose envolve biópsia de tecidos afetados (com granulomas não caseosos), radiografia de tórax, tomografia de tórax, dosagem de enzima conversora de angiotensina (ECA) e exclusão de outras doenças granulomatosas.
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