FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2021
Em relação à assistência pré-natal, é correto afirmar:
Gestante susceptível à toxoplasmose → repetir sorologia durante a gestação.
A repetição da sorologia para toxoplasmose em gestantes susceptíveis é fundamental para identificar uma infecção aguda durante a gravidez, permitindo intervenção precoce para reduzir o risco de transmissão congênita e suas sequelas.
A assistência pré-natal é um conjunto de medidas preventivas e de promoção da saúde que visam garantir o bem-estar materno e fetal. Dentre as diversas condutas, o rastreamento de infecções é primordial. A toxoplasmose gestacional, causada pelo parasita Toxoplasma gondii, pode levar a graves sequelas congênitas se a infecção primária ocorrer durante a gravidez. Para gestantes que apresentam sorologia negativa para IgG anti-toxoplasma (ou seja, são susceptíveis), a repetição da sorologia é uma medida essencial. Essa repetição deve ocorrer periodicamente, geralmente a cada trimestre, para identificar uma soroconversão (infecção aguda) o mais precocemente possível. A detecção precoce permite iniciar o tratamento com espiramicina para reduzir o risco de transmissão vertical e, se houver infecção fetal confirmada, considerar o uso de sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico. Outros pontos importantes do pré-natal incluem a vacinação (DTPa recomendada entre 20-36 semanas, influenza em qualquer idade gestacional), suplementação de ferro e ácido fólico (universalmente recomendada), e o rastreamento de diabetes gestacional (glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL ou TTOG alterado). A vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) é contraindicada na gestação por ser de vírus vivo atenuado, devendo ser administrada no pós-parto se a mulher for susceptível.
A repetição da sorologia (IgG e IgM) em gestantes com IgG negativo é crucial para detectar uma infecção primária durante a gravidez, que é o período de maior risco para a transmissão congênita do parasita ao feto.
A vacina DTPa (difteria, tétano e pertussis acelular) é recomendada para todas as gestantes entre a 20ª e a 36ª semana de gestação, preferencialmente após a 20ª semana, para proteger o recém-nascido contra a coqueluche.
O diagnóstico de diabetes gestacional pode ser feito com glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL em qualquer momento da gestação ou através do teste de tolerância oral à glicose (TTOG) entre 24-28 semanas, com valores alterados em pelo menos um dos pontos.
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