UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2015
Em relação à análise de um partograma, pode-se considerar uma distócia por "parada secundária de descida" quando a dilatação
Parada secundária de descida = Dilatação total por ≥2h (nulíparas ≥3h) + contrações adequadas + ausência de descida fetal.
A parada secundária de descida é uma distócia do trabalho de parto que ocorre na fase ativa, após a dilatação total, quando a apresentação fetal não progride no canal de parto por um período determinado, apesar de contrações uterinas adequadas. Os critérios variam ligeiramente para nulíparas e multíparas, mas geralmente envolvem 2-3 horas sem descida.
O partograma é uma ferramenta gráfica essencial na obstetrícia para monitorar a evolução do trabalho de parto e identificar precocemente distócias, permitindo intervenções oportunas. A análise cuidadosa do partograma é crucial para a segurança materno-fetal e para a formação de residentes. A distócia por "parada secundária de descida" é uma complicação que ocorre na fase ativa do trabalho de parto, especificamente após a dilatação cervical estar completa (10 cm). Ela é caracterizada pela ausência de progressão da apresentação fetal no canal de parto por um período prolongado, apesar da presença de contrações uterinas adequadas em frequência e intensidade. Os critérios clássicos para essa distócia incluem dilatação total por pelo menos 2 horas em multíparas ou 3 horas em nulíparas, com contrações eficazes e ausência de mudança no plano de De Lee. O reconhecimento dessa distócia é fundamental para evitar complicações maternas e fetais. O manejo pode envolver a reavaliação da pelve, da posição fetal e da contratilidade uterina. Se as contrações forem inadequadas, a ocitocina pode ser utilizada para otimizá-las. Em casos de falha na progressão ou sinais de sofrimento fetal, a cesariana torna-se a conduta indicada.
Caracteriza-se pela ausência de progressão da descida da apresentação fetal por um período de tempo específico (geralmente 2 horas para multíparas e 3 horas para nulíparas) após a dilatação total, com contrações uterinas adequadas.
O plano de De Lee é uma medida da altura da apresentação fetal em relação às espinhas isquiáticas. Ele é crucial para monitorar a progressão da descida e identificar a parada secundária, indicando se o feto está estacionado.
As condutas podem incluir a avaliação da pelve, da força das contrações (podendo-se considerar a ocitocina para otimização) e, se não houver progressão ou houver sinais de sofrimento fetal, a indicação de cesariana.
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