UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2025
Em relação às alterações da motilidade esofagiana, assinale a alternativa correta.
Acalasia = aperistalse do corpo esofágico + falha no relaxamento do EEI (↑ IRP).
Os distúrbios motores do esôfago são definidos por padrões manométricos específicos; a acalasia caracteriza-se pela perda de neurônios do plexo mioentérico, resultando em aperistalse.
A motilidade esofagiana depende da integridade dos plexos nervosos e da musculatura lisa/estriada. A acalasia resulta da destruição idiopática ou infecciosa (Chagas) das células ganglionares do plexo de Auerbach. Isso leva à hipertonia basal do EEI em muitos casos e, invariavelmente, à falha de relaxamento e aperistalse. O diagnóstico diferencial entre os distúrbios motores é clínico (disfagia, dor torácica) e manométrico. Enquanto a acalasia foca na falha de relaxamento do EEI, o espasmo difuso foca na perda da latência distal (velocidade da onda), e o esôfago em quebra-nozes foca na força contrátil. O tratamento varia de dilatações e miotomia (acalasia) a bloqueadores de canais de cálcio e nitratos (distúrbios espásticos).
A acalasia é definida pela ausência de peristalse efetiva no corpo esofágico (ondas simultâneas ou ausentes) associada a um relaxamento incompleto do esfíncter esofagiano inferior (EEI), medido pelo IRP (Integrated Relaxation Pressure) acima do limite da normalidade.
No espasmo esofágico difuso (EED), há contrações prematuras (não peristálticas) em mais de 20% das deglutições. No esôfago em quebra-nozes (ou esôfago hipercontrátil/Jackhammer), as contrações são peristálticas, porém com amplitude ou vigor excessivamente elevados (DCI > 8000 mmHg.s.cm).
Pela Classificação de Chicago (v4.0), a acalasia é dividida em três tipos: Tipo I (clássica, sem pressurização), Tipo II (com pressurização pan-esofágica em >20% das deglutições) e Tipo III (espástica, com contrações prematuras).
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