Rejeição Hiperaguda em Transplantes: Mecanismos Imunes

IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2025

Enunciado

É CORRETO afirmar sobre a rejeição hiperaguda após transplante de órgãos sólidos que:

Alternativas

  1. A) ocorre quando os anticorpos específicos do doador estão presentes no sistema do receptor antes do transplante;
  2. B) ocorre quando os anticorpos específicos do doador são produzidos pelo receptor durante o transplante;
  3. C) ocorre quando os anticorpos específicos do doador são produzidos pelo receptor logo após o transplante;
  4. D) ocorre pela ativação de células T do receptor contra o enxerto;
  5. E) ocorre pela intensa produção de fibrose intersticial.

Pérola Clínica

Rejeição hiperaguda = anticorpos pré-formados do receptor contra antígenos do doador antes do transplante.

Resumo-Chave

A rejeição hiperaguda é uma complicação rara, mas grave, do transplante de órgãos sólidos, ocorrendo minutos a horas após a reperfusão do órgão. Ela é mediada por anticorpos pré-formados no receptor (geralmente anti-ABO ou anti-HLA) que reagem imediatamente com os antígenos do doador, levando à trombose vascular e destruição do enxerto.

Contexto Educacional

A rejeição hiperaguda é uma forma grave e imediata de rejeição de enxertos em transplantes de órgãos sólidos, ocorrendo geralmente minutos a horas após a reperfusão do órgão. Sua importância reside na necessidade de prevenção rigorosa, pois uma vez iniciada, é praticamente irreversível e leva à perda do enxerto. Compreender seus mecanismos é fundamental para a prática de transplantes. O mecanismo subjacente à rejeição hiperaguda envolve a presença de anticorpos pré-formados no sistema do receptor que são específicos para antígenos presentes nas células endoteliais do doador. Esses anticorpos, geralmente da classe IgM ou IgG, podem ser anti-ABO (em casos de incompatibilidade de grupo sanguíneo) ou anti-HLA (resultantes de gestações anteriores, transfusões sanguíneas ou transplantes prévios). Ao se ligarem aos antígenos do doador, ativam o sistema complemento e a cascata de coagulação, levando à trombose microvascular e isquemia do enxerto. A prevenção é a chave, realizada através de testes pré-transplante como a tipagem ABO e o crossmatch linfocitário. Um crossmatch positivo, indicando a presença de anticorpos do receptor contra as células do doador, é uma contraindicação absoluta para o transplante. Residentes devem estar cientes da fisiopatologia e da importância desses testes para garantir a segurança e o sucesso do transplante.

Perguntas Frequentes

Qual é a principal causa da rejeição hiperaguda em transplantes?

A principal causa é a presença de anticorpos pré-formados no receptor, que são específicos contra antígenos do doador (como antígenos ABO ou HLA), resultando em uma reação imunológica imediata.

Como a rejeição hiperaguda é prevenida?

É prevenida por testes de compatibilidade pré-transplante rigorosos, como a tipagem sanguínea ABO e o crossmatch, que detectam a presença desses anticorpos pré-formados no receptor.

Quais são as manifestações clínicas da rejeição hiperaguda?

As manifestações ocorrem minutos a horas após a reperfusão do órgão, incluindo cianose, flacidez e falha imediata do enxerto, devido à trombose vascular generalizada no órgão transplantado.

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