Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2025
O comprometimento da função sistólica ventricular com redução da fração de ejeção pode estar associada à rejeição do enxerto cardíaco:
↓ FE em enxerto cardíaco = sinal tardio de rejeição, não sensível para estágios precoces.
A redução da fração de ejeção ventricular é um indicador de disfunção miocárdica que pode estar associada à rejeição do enxerto cardíaco. No entanto, essa alteração geralmente ocorre em estágios mais avançados da rejeição, quando já há dano significativo, não sendo um marcador sensível para a detecção precoce.
O transplante cardíaco é um procedimento que oferece uma nova chance de vida a pacientes com insuficiência cardíaca terminal. Contudo, a rejeição do enxerto é uma complicação significativa e um dos principais desafios no manejo pós-transplante, podendo ser celular (mediada por linfócitos T) ou humoral (mediada por anticorpos), e ambas podem levar à disfunção do enxerto e falência cardíaca. O monitoramento da rejeição é contínuo e multifacetado. Embora a disfunção sistólica ventricular, manifestada pela redução da fração de ejeção (FE), seja um sinal de comprometimento do enxerto, ela é considerada uma alteração tardia. Isso significa que, quando a FE já está reduzida, a rejeição provavelmente já causou um dano miocárdico considerável, não sendo um marcador suficientemente sensível para identificar os estágios mais precoces da rejeição, onde a intervenção poderia ser mais eficaz. Para a detecção precoce, o padrão-ouro continua sendo a biópsia endomiocárdica, realizada periodicamente para avaliação histopatológica. Outros métodos incluem o ecocardiograma (para avaliar a função e estrutura cardíaca), eletrocardiograma (para detectar arritmias ou alterações de voltagem), e o uso crescente de biomarcadores e testes de expressão gênica, que buscam identificar a rejeição antes que ocorra dano estrutural ou funcional significativo. O manejo da rejeição envolve o ajuste da terapia imunossupressora, que deve ser individualizada para cada paciente.
O padrão-ouro para o diagnóstico de rejeição de enxerto cardíaco é a biópsia endomiocárdica, que permite a avaliação histopatológica do tecido miocárdico para identificar infiltrados inflamatórios ou danos celulares.
A fração de ejeção não é um bom marcador precoce porque sua redução indica disfunção miocárdica significativa, que geralmente ocorre em estágios mais avançados da rejeição, quando o dano já está estabelecido e pode ser irreversível.
Os métodos de monitoramento incluem biópsia endomiocárdica regular, ecocardiograma para avaliação funcional, eletrocardiograma e, em alguns centros, biomarcadores séricos e testes de expressão gênica para detecção precoce.
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