Rejeição de Aloenxerto: Tipos e Mecanismos Imunológicos

UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2024

Enunciado

Analise as afirmativas a seguir sobre a imunologia do transplante de órgãos e a rejeição de aloenxerto:I - A rejeição hiperaguda ocorre dentro de minutos a dias após o transplante.II - A rejeição aguda é um processo mediado mais comumente por células T e geralmente ocorre nas primeiras semanas a meses de transplante.III - O controle imunológico, com objetivo de limitar os episódios de rejeição aguda e o desenvolvimento de anticorpos específicos do doador, não altera a ocorrência de rejeição. Pode-se afirmar que está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s):

Alternativas

  1. A) I e II
  2. B) I
  3. C) II
  4. D) II e III

Pérola Clínica

Rejeição hiperaguda (min-dias) = anticorpos pré-formados; Rejeição aguda (sem-meses) = células T.

Resumo-Chave

A rejeição hiperaguda é mediada por anticorpos pré-formados e ocorre rapidamente. A rejeição aguda é predominantemente mediada por células T e manifesta-se nas primeiras semanas a meses. A afirmativa III está incorreta, pois o controle imunológico é essencial para reduzir a ocorrência de rejeição.

Contexto Educacional

A imunologia do transplante de órgãos é um campo complexo e vital para o sucesso dos procedimentos. A rejeição de aloenxerto é a principal barreira para a sobrevida a longo prazo do órgão transplantado, sendo classificada em hiperaguda, aguda e crônica, cada uma com mecanismos imunológicos e tempos de ocorrência distintos. Compreender essas diferenças é crucial para o diagnóstico e manejo adequados. A rejeição hiperaguda, embora rara hoje devido aos testes de compatibilidade pré-transplante, ocorre minutos a dias após a revascularização do enxerto. É mediada por anticorpos pré-formados no receptor contra antígenos do doador (principalmente HLA ou ABO), levando à ativação do complemento, trombose microvascular e isquemia. Já a rejeição aguda é mais comum, manifestando-se nas primeiras semanas a meses, e é predominantemente mediada por células T do receptor que reconhecem os aloantígenos do doador, resultando em inflamação e dano tecidual. O manejo da rejeição envolve terapia imunossupressora, que visa modular a resposta imune do receptor para prevenir ou tratar os episódios de rejeição. O controle imunológico é essencial para limitar a ocorrência de rejeição aguda e o desenvolvimento de anticorpos específicos do doador, impactando diretamente a sobrevida do enxerto. Para residentes, é fundamental entender que a imunossupressão é um pilar do transplante, e sua falha ou inadequação pode levar à perda do órgão.

Perguntas Frequentes

Quais são as características da rejeição hiperaguda em transplantes?

A rejeição hiperaguda ocorre minutos a dias após o transplante, sendo mediada por anticorpos pré-formados no receptor contra antígenos do doador, resultando em trombose e isquemia do enxerto.

Como a rejeição aguda se manifesta e qual seu principal mecanismo?

A rejeição aguda geralmente ocorre nas primeiras semanas a meses pós-transplante, sendo primariamente mediada por células T do receptor que reconhecem aloantígenos do doador, levando à lesão do enxerto.

Qual a importância do controle imunológico na prevenção da rejeição?

O controle imunológico, através de terapia imunossupressora, é fundamental para limitar episódios de rejeição aguda e o desenvolvimento de anticorpos específicos do doador, aumentando a sobrevida do enxerto e do paciente.

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