Regurgitação Mitral: Fisiopatologia e Ausculta Típica

SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2021

Enunciado

Mulher de 34 anos tem história pregressa de febre reumática há vários anos, acometendo a valva mitral. Ao examinar a paciente, a suspeita clínica é de regurgitação mitral. A fisiopatologia e a ausculta típica no foco mitral nesse caso, respectivamente, são:

Alternativas

  1. A) sobrecarga de pressão / sopro holossistólico, irradiação para meso e B4
  2. B) sobrecarga de volume / sopro holossistólico, irradiação para a axila e B3
  3. C) sobrecarga de volume / sopro sistólico em diamante, irradiação para axila e B3
  4. D) sobrecarga de pressão / sopro sistólico em diamante, irradiação para meso e B4

Pérola Clínica

Regurgitação mitral → sobrecarga de volume VE, sopro holossistólico irradia axila, B3.

Resumo-Chave

A regurgitação mitral crônica leva à sobrecarga de volume do ventrículo esquerdo, resultando em dilatação ventricular. O sopro holossistólico é característico, irradiando para a axila devido à direção do jato, e a presença de B3 indica disfunção ventricular ou aumento do fluxo diastólico.

Contexto Educacional

A regurgitação mitral é uma valvopatia comum, frequentemente sequela de febre reumática, que impacta significativamente a função cardíaca. Caracteriza-se pelo refluxo de sangue do ventrículo esquerdo para o átrio esquerdo durante a sístole, levando a uma sobrecarga de volume. Fisiopatologicamente, a sobrecarga de volume crônica no ventrículo esquerdo resulta em dilatação ventricular e hipertrofia excêntrica. O diagnóstico é suspeitado pela ausculta, que revela um sopro holossistólico de alta frequência, melhor audível no ápice e com irradiação para a axila. A presença de B3 sugere disfunção ventricular ou aumento do fluxo diastólico. O tratamento varia desde acompanhamento clínico em casos leves até intervenção cirúrgica (reparo ou troca valvar) em casos sintomáticos ou com disfunção ventricular progressiva. O prognóstico depende da gravidade da regurgitação e da função ventricular.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais auscultatórios clássicos da regurgitação mitral?

Os sinais clássicos incluem um sopro holossistólico de alta frequência, que se irradia para a axila, e a presença de uma terceira bulha (B3), indicando disfunção ventricular ou aumento do fluxo diastólico.

Qual a principal alteração fisiopatológica na regurgitação mitral crônica?

A principal alteração é a sobrecarga de volume do ventrículo esquerdo, que leva à dilatação ventricular e, eventualmente, à disfunção sistólica se não tratada.

Por que o sopro da regurgitação mitral irradia para a axila?

A irradiação para a axila ocorre devido à direção do jato regurgitante, que geralmente se dirige para a parede lateral do átrio esquerdo, próximo à axila.

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