HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2022
Em relação às regurgitações do lactente, assinale a alternativa correta.
Regurgitação lactente ↑ 2-4 meses, ↓ após 4 meses, cessa 6-12 meses.
As regurgitações são fenômenos fisiológicos comuns em lactentes, com pico de incidência entre 2 e 4 meses de vida. Elas tendem a diminuir espontaneamente à medida que o sistema gastroesofágico amadurece e a criança adota a posição vertical, resolvendo-se na maioria dos casos entre 6 e 12 meses.
As regurgitações são um achado extremamente comum em lactentes, representando o refluxo gastroesofágico fisiológico na maioria dos casos. Essa condição é caracterizada pelo retorno do conteúdo gástrico para o esôfago e boca, sem esforço, e é resultado da imaturidade do esfíncter esofágico inferior, da dieta líquida e da posição horizontal predominante. A prevalência é alta, afetando até 70% dos lactentes. A história natural das regurgitações fisiológicas é bem definida: elas são mais frequentes e intensas entre 2 e 4 meses de vida, período em que o lactente consome maiores volumes de leite e passa mais tempo deitado. A partir dos 4 meses, a incidência começa a decrescer, coincidindo com a introdução de alimentos sólidos, o desenvolvimento da posição sentada e o amadurecimento do sistema gastroesofágico. A maioria dos casos se resolve espontaneamente entre 6 e 12 meses de idade. É crucial diferenciar a regurgitação fisiológica da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE), que implica em sintomas incômodos ou complicações. A regurgitação fisiológica não afeta o ganho ponderal, não causa dor ou irritabilidade e não requer tratamento farmacológico. O manejo consiste em medidas comportamentais e tranquilização dos pais. A DRGE, por outro lado, exige investigação e, por vezes, intervenção terapêutica.
As regurgitações são consideradas normais quando ocorrem em lactentes saudáveis, sem sinais de desconforto, sem comprometimento do ganho ponderal e com resolução espontânea até o primeiro ano de vida.
Sinais de alerta incluem baixo ganho ponderal, irritabilidade excessiva, recusa alimentar, choro intenso após as mamadas, apneia, tosse crônica, sibilância e hematêmese.
Medidas incluem fracionar as mamadas, manter o bebê em posição vertical por 20-30 minutos após alimentar, evitar roupas apertadas na barriga e, em alguns casos, espessar o leite com orientações médicas.
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