UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2023
Homem de 35 anos, com quadro de febre reumática, apresentou piora, com febre diária, queda do estado geral e dispneia, há alguns dias. A suspeita é de endocardite infecciosa com regurgitação aórtica. A correta descrição do sopro típico dessa lesão orovalvar e os outros achados no exame físico, respectivamente, serão:
Regurgitação Aórtica = Sopro diastólico suave, B2 apagada, pressão de pulso alargada.
A regurgitação aórtica é caracterizada por um sopro diastólico de alta frequência, suave e aspirativo, melhor audível no foco aórtico acessório. A B2 pode estar apagada devido ao fechamento incompleto da valva, e a pressão de pulso é alargada pela queda da pressão diastólica e manutenção da sistólica.
A regurgitação aórtica é uma valvopatia caracterizada pelo refluxo de sangue da aorta para o ventrículo esquerdo durante a diástole, devido ao fechamento incompleto da valva aórtica. Em pacientes com febre reumática e suspeita de endocardite infecciosa, a piora clínica pode indicar uma lesão valvar significativa. O reconhecimento dos achados no exame físico é crucial para o diagnóstico e manejo. O sopro típico da regurgitação aórtica é um sopro diastólico de alta frequência, suave e aspirativo, mais bem auscultado no foco aórtico acessório (terceiro espaço intercostal esquerdo, junto ao esterno). Outros achados incluem a hipofonese ou abolição da segunda bulha cardíaca (B2), devido ao fechamento incompleto da valva aórtica, e uma pressão de pulso alargada (ou divergente), resultado da queda da pressão diastólica e da manutenção ou elevação da pressão sistólica. Para residentes, a capacidade de correlacionar a fisiopatologia da lesão valvar com os achados do exame físico é essencial. Em casos de endocardite infecciosa, a valvopatia preexistente (como a doença reumática) é um fator de risco importante, e a identificação precoce da regurgitação aórtica pode guiar a conduta terapêutica, que pode incluir antibioticoterapia prolongada e, em alguns casos, intervenção cirúrgica.
O sopro da regurgitação aórtica é diastólico, de alta frequência, suave e aspirativo. É melhor audível no foco aórtico acessório (3º espaço intercostal esquerdo, linha paraesternal) e irradia para a borda esternal inferior.
A pressão de pulso é alargada (ou divergente) na regurgitação aórtica devido ao refluxo de sangue da aorta para o ventrículo esquerdo durante a diástole. Isso causa uma queda na pressão diastólica e, frequentemente, um aumento na pressão sistólica, resultando em uma grande diferença entre elas.
Além do sopro e da pressão de pulso alargada, outros achados incluem pulso de Corrigan (pulso em martelo d'água), sinal de Musset (balanço da cabeça com cada batimento), sinal de Quincke (pulsação capilar) e sopro de Austin Flint (sopro diastólico mesodiastólico na ponta, devido ao jato de regurgitação aórtica que interfere com a abertura da valva mitral).
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