AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2024
A regurgitação, ou insuficiência aórtica, pode ocorrer por alterações na raiz da aorta ou na válvula aórtica propriamente dita. Com respeito à regurgitação aórtica, analise as assertivas abaixo.I. – A endocardite infecciosa em valva aórtica, quando complicada com regurgitação aórtica, pode levar rapidamente a edema agudo de pulmão e choque cardiogênico.II. – Angina de peito não responsiva a nitratos ocorre em fases avançadas da regurgitação aórtica crônica.III. – A regurgitação aórtica pode se manter assintomática por mais de uma década. Selecione a opção correta.
Regurgitação aórtica aguda → descompensação rápida (EAP, choque); crônica → longa fase assintomática, angina tardia.
A regurgitação aórtica pode ser aguda (ex: endocardite, dissecção) com rápida descompensação hemodinâmica, ou crônica, que pode permanecer assintomática por décadas antes de manifestar sintomas como angina em fases avançadas.
A regurgitação aórtica (RA), ou insuficiência aórtica (IAo), é uma condição em que o sangue reflui da aorta para o ventrículo esquerdo durante a diástole, devido ao fechamento inadequado da valva aórtica. Pode ser classificada como aguda ou crônica, com etiologias e apresentações clínicas distintas. A RA aguda, frequentemente causada por endocardite infecciosa, dissecção aórtica ou trauma, leva a uma sobrecarga súbita de volume no ventrículo esquerdo. Sem tempo para adaptação, o ventrículo esquerdo falha rapidamente, resultando em elevação das pressões de enchimento, edema agudo de pulmão e choque cardiogênico, exigindo intervenção cirúrgica de emergência. Já a RA crônica, decorrente de doenças degenerativas, febre reumática ou dilatação da raiz da aorta, permite que o ventrículo esquerdo se adapte gradualmente através de dilatação e hipertrofia, mantendo a função sistólica por anos. Pacientes com RA crônica podem permanecer assintomáticos por mais de uma década. Os sintomas, quando surgem, incluem dispneia de esforço, fadiga, palpitações e, em fases avançadas, angina de peito (devido à hipertrofia ventricular e redução do fluxo coronariano diastólico) e insuficiência cardíaca. O diagnóstico é feito por ecocardiograma, e o manejo envolve acompanhamento regular, tratamento medicamentoso para controle da pressão arterial e, eventualmente, substituição valvar aórtica quando há sintomas ou disfunção ventricular.
A endocardite pode levar a uma regurgitação aórtica aguda grave devido à destruição valvar, resultando em sobrecarga súbita de volume no ventrículo esquerdo, que não tem tempo para se adaptar, culminando em edema agudo de pulmão e choque cardiogênico.
A angina de peito na regurgitação aórtica crônica geralmente ocorre em fases avançadas da doença, quando há hipertrofia ventricular esquerda significativa e aumento da demanda de oxigênio miocárdico, ou devido à compressão das artérias coronárias.
Sim, a regurgitação aórtica crônica pode ser assintomática por mais de uma década, pois o ventrículo esquerdo se adapta gradualmente à sobrecarga de volume através da dilatação e hipertrofia, mantendo a função sistólica por um longo período.
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