SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2015
Homem, 57 anos de idade, é atendido em domicílio pela equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, SAMU. O paciente teve dor torácica precordial há 30 minutos e está ansioso e sudoreico. Foi realizado eletrocardiograma que evidenciou supradesnivelamento de segmento ST. Segundo o agente comunitário de saúde que acionou o SAMU, o paciente é hipertenso e diabético, tomava com irregularidade as medicações. Nesse contexto, indique o contacto que o SAMU deve buscar para obter o acesso a um serviço com resolutividade para o problema apresentado.
IAMCSST no SAMU → Acionar Central de Regulação para destino resolutivo.
O SAMU utiliza a regulação médica para otimizar o fluxo do paciente com IAM, garantindo que ele seja levado diretamente a um centro com hemodinâmica ou receba fibrinolítico.
O atendimento ao Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST (IAMCSST) é tempo-dependente ('tempo é músculo'). O SAMU desempenha um papel crucial na redução do tempo entre o início dos sintomas e a reperfusão. A organização em redes de atenção permite que o diagnóstico seja feito ainda na ambulância através do ECG de 12 derivações. A integração entre a equipe de campo e a Central de Regulação de Urgências permite o 'bypass' de prontos-socorros não equipados, levando o paciente diretamente para a sala de hemodinâmica. Esse modelo de rede é fundamental para reduzir a mortalidade cardiovascular e as sequelas de insuficiência cardíaca pós-infarto, otimizando o uso dos recursos tecnológicos disponíveis no SUS.
A Central de Regulação de Urgências (CRU) é o 'cérebro' do SAMU. O médico regulador analisa o ECG enviado pela equipe de campo, confirma o diagnóstico de IAMCSST e identifica qual hospital da rede possui vaga e capacidade técnica (hemodinâmica 24h) para realizar a angioplastia primária, ou autoriza a trombólise pré-hospitalar se o tempo de transporte for excessivo.
A resolutividade no IAM com supra de ST é definida pela capacidade de realizar a reperfusão miocárdica o mais rápido possível. O padrão-ouro é a angioplastia primária (tempo porta-balão < 90 min). Se o serviço de hemodinâmica não estiver disponível em tempo hábil (< 120 min de atraso em relação à fibrinolise), a estratégia fármaco-invasiva ou trombólise química torna-se a opção resolutiva.
Embora o agente comunitário de saúde tenha papel vital na identificação e acionamento do sistema, a decisão sobre o destino do paciente é estritamente médica e técnica, baseada na disponibilidade de recursos da rede de urgência e emergência (RUE) e nos protocolos clínicos vigentes, gerenciados pela regulação.
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