HVV - Hospital Vaz Monteiro - Lavras (MG) — Prova 2023
Mulher, 57 anos de idade, foi à Unidade Básica de Saúde onde foi solicitada ultrassonografia pélvica para acompanhamento de menopausa. O resultado de exame revelou cistos ovarianos bilaterais, sendo que o cisto à esquerda foi considerado como O-RADS 4. A paciente foi encaminhada ao ginecologista que solicitou uma ultrassonografia endovaginal com Doppler. Após o resultado desse ultimo exame houve indicação para internamento hospitalar no SUS.Com relação aos procedimentos para o internamento de um paciente em um leito do SUS, é correto afirmar:
Solicitante ≠ Autorizador: a regulação do SUS exige independência funcional para evitar conflitos.
No SUS, o processo de internação exige a separação entre o médico que solicita (assistencial) e o que autoriza (regulador), garantindo a equidade e o controle do sistema.
O sistema de internação no SUS é regido por normas de regulação que visam a equidade e o uso eficiente dos recursos. A Autorização de Internação Hospitalar (AIH) é o instrumento que formaliza o processo. A separação de funções entre o médico solicitante (que identifica a necessidade clínica) e o médico autorizador (que gerencia a vaga e o recurso) é um pilar da gestão pública de saúde. O médico autorizador deve analisar se a indicação está de acordo com os protocolos clínicos e se há vaga disponível na rede, agindo como um filtro técnico e administrativo. Essa estrutura impede que interesses individuais ou de unidades específicas se sobreponham às necessidades da rede como um todo.
Qualquer médico, seja da rede pública, complementar ou privada, pode solicitar uma internação no SUS, desde que o paciente necessite de cuidados hospitalares. No entanto, a solicitação deve passar pelo complexo regulador para que a vaga seja disponibilizada e a Autorização de Internação Hospitalar (AIH) seja emitida.
O médico autorizador atua na regulação médica das urgências e leitos eletivos. Sua função é avaliar a pertinência técnica da solicitação, a disponibilidade de recursos e a prioridade clínica, decidindo pela autorização ou não do procedimento. Ele deve ser independente da equipe que assiste o paciente.
Não. Para garantir a imparcialidade e a transparência na gestão dos recursos públicos, o médico que autoriza a internação não deve fazer parte da equipe de cuidados diretos do paciente durante aquele período de internação, evitando conflitos de interesse.
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