FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2020
Em relação à fisiologia do ciclo menstrual, assinale a alternativa correta.
Inibinas A e B → inibição seletiva da liberação hipofisária de FSH, regulando foliculogênese.
As inibinas A e B, produzidas pelas células da granulosa, exercem feedback negativo seletivo sobre o FSH na hipófise anterior, sendo cruciais na regulação da foliculogênese. A inibina B predomina na fase folicular e a inibina A na fase lútea, modulando o desenvolvimento folicular.
A fisiologia do ciclo menstrual é um pilar fundamental na ginecologia e obstetrícia, essencial para a compreensão da reprodução humana e de diversas patologias. Este ciclo complexo envolve a interação coordenada entre o hipotálamo, a hipófise e os ovários, resultando em mudanças cíclicas no útero e na preparação para uma possível gravidez. A compreensão detalhada de cada fase e dos hormônios envolvidos é crucial para o diagnóstico e tratamento de distúrbios menstruais e infertilidade. A regulação hormonal do ciclo é intrincada. O hipotálamo secreta GnRH, que estimula a hipófise a liberar FSH e LH. O FSH promove o crescimento folicular e a síntese de estrogênios pelas células da granulosa, enquanto o LH estimula as células da teca a produzir androgênios, que são aromatizados em estrogênios pelas células da granulosa. As inibinas A e B, produzidas pelos folículos, exercem feedback negativo seletivo sobre o FSH. O pico de LH, desencadeado pelo feedback positivo do estrogênio, é o gatilho para a ovulação. Após a ovulação, o folículo residual se transforma em corpo lúteo, que produz progesterona e estrogênio, mantendo o endométrio secretor. A progesterona é o hormônio predominante na fase lútea. Se não houver fertilização, o corpo lúteo regride, os níveis hormonais caem, e o endométrio descama, iniciando um novo ciclo. O conhecimento desses mecanismos é vital para residentes e estudantes, permitindo uma abordagem clínica eficaz.
Os principais hormônios são o GnRH hipotalâmico, FSH e LH hipofisários, e os esteroides ovarianos (estrogênio e progesterona), além das inibinas. A interação coordenada desses hormônios governa as fases folicular, ovulatória e lútea.
As inibinas A e B, produzidas pelas células da granulosa, inibem seletivamente a secreção de FSH pela hipófise. A inibina B é importante na fase folicular, enquanto a inibina A é mais relevante na fase lútea, regulando o crescimento folicular e a seleção do folículo dominante.
A síntese de estrogênios ocorre pela teoria das duas células, duas gonadotrofinas: células da teca produzem androgênios sob estímulo do LH, e células da granulosa convertem esses androgênios em estrogênios sob estímulo do FSH, através da enzima aromatase.
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