Regulação do Apetite: POMC e CART como Anorexígenos

UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2022

Enunciado

Há fatores genéticos envolvidos na gênese da obesidade infantil. No hipotálamo, há vias de sinalização orexígenas e anorexígenas.Em relação à regulação central do apetite, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A)  Insulina, leptina e peptídeo YY induzem aumento do apetite no hipotálamo.
  2. B)  O CRH diminui após a ingestão alimentar, contribuindo para a sensação de saciedade.
  3. C) O hormônio estimulador de melanócito alfa (alfa-MSH) atua sobre os neurônios, que expressam o receptor 4 da melanocortina (MC4R), promovendo aumento do apetite.
  4. D) O neuropeptídeo Y promove lipólise e tem ação anorexígena.
  5. E) A pró-opiomelanocortina (POMC) e os transcritos relacionados à anfetamina e à cocaína (CART) são potentes anorexígenos.

Pérola Clínica

POMC e CART são potentes anorexígenos hipotalâmicos, cruciais na regulação do apetite.

Resumo-Chave

A regulação do apetite é um processo complexo que envolve o hipotálamo, onde vias orexígenas (estimuladoras do apetite) e anorexígenas (inibidoras do apetite) interagem. A pró-opiomelanocortina (POMC) e os transcritos relacionados à anfetamina e à cocaína (CART) são neuropeptídeos anorexígenos que, ao serem ativados, promovem a saciedade e diminuem a ingestão alimentar.

Contexto Educacional

A obesidade infantil é uma epidemia global com fatores genéticos e ambientais complexos. A regulação do apetite e do balanço energético é controlada centralmente no hipotálamo, onde diferentes vias neuronais interagem para modular a ingestão alimentar e o gasto energético. Compreender esses mecanismos é fundamental para abordar a fisiopatologia da obesidade. No hipotálamo, existem vias orexígenas (que estimulam o apetite) e vias anorexígenas (que inibem o apetite). Entre os principais neuropeptídeos anorexígenos estão a pró-opiomelanocortina (POMC) e os transcritos relacionados à anfetamina e à cocaína (CART). Neurônios POMC/CART são ativados por sinais de saciedade, como a leptina e a insulina, e liberam o hormônio estimulador de melanócito alfa (alfa-MSH), que atua nos receptores de melanocortina (especialmente MC4R) para reduzir o apetite e aumentar o gasto energético. Em contraste, as vias orexígenas envolvem o neuropeptídeo Y (NPY) e o Agouti-related peptide (AgRP), que são ativados em estados de baixa energia e promovem o aumento do apetite. O desequilíbrio entre essas vias, muitas vezes influenciado por fatores genéticos e ambientais, contribui para o desenvolvimento da obesidade. Para residentes, o conhecimento desses mecanismos é crucial para entender as bases da obesidade e as potenciais abordagens terapêuticas.

Perguntas Frequentes

Como o hipotálamo regula o apetite?

O hipotálamo, especialmente o núcleo arqueado, integra sinais periféricos (leptina, insulina, grelina) e neurais, ativando vias orexígenas (que aumentam o apetite, como NPY/AgRP) e anorexígenas (que diminuem o apetite, como POMC/CART) para manter o balanço energético.

Qual o papel da POMC e do CART na regulação do apetite?

A pró-opiomelanocortina (POMC) e os transcritos relacionados à anfetamina e à cocaína (CART) são neuropeptídeos anorexígenos. Eles são ativados por sinais de saciedade (como leptina) e, ao atuarem em receptores como o MC4R, promovem a diminuição da ingestão alimentar e o aumento do gasto energético.

Quais são as principais vias orexígenas no hipotálamo?

As principais vias orexígenas envolvem os neurônios que coexpressam o neuropeptídeo Y (NPY) e o Agouti-related peptide (AgRP). Estes são ativados em estados de jejum ou baixa energia, estimulando o apetite.

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