MedEvo Ciclo Básico — Prova 2025
Um laboratório de bioquímica estuda a regulação da Fosfofrutocinase-1 (PFK-1) isolada de tecido muscular. Em condições basais, a enzima apresenta uma curva de velocidade em função da concentração de Frutose-6-Fosfato (F6P) com perfil sigmoidal acentuado. Ao adicionar uma concentração elevada de ATP ao ensaio (mantendo o F6P como substrato variável), observa-se que a curva se desloca significativamente para a direita, aumentando o valor de K0.5 (concentração de substrato para atingir metade da Vmax), embora a Vmax permaneça inalterada em concentrações saturantes de substrato. Esse fenômeno é revertido pela adição de AMP. Com base nos princípios de cinética de enzimas regulatórias, qual o mecanismo molecular que explica o comportamento da PFK-1 na presença de excesso de ATP?
Em estados de choque ou hipóxia, o ATP cai e o AMP sobe. Isso 'destrava' a PFK-1, acelerando a glicólise anaeróbica para tentar manter a oferta de energia, mesmo que de forma ineficiente.
A PFK-1 é a principal enzima regulatória da via glicolítica, funcionando como um sensor do estado energético celular. Ela catalisa a etapa limitante da glicólise: a conversão de Frutose-6-Fosfato em Frutose-1,6-Bisfosfato. A regulação é feita por transições alostéricas entre o estado T (tenso, inativo) e o estado R (relaxado, ativo). O ATP, embora necessário como substrato, atua como um efetor alostérico negativo em altas concentrações, deslocando o equilíbrio para o estado T. Clinicamente, essa regulação garante que a produção de ATP seja ajustada à demanda metabólica. O AMP, que se acumula quando o ATP é consumido, compete pelo mesmo sítio alostérico do ATP, mas atua como um ativador, revertendo a inibição e deslocando a curva de saturação para a esquerda (diminuindo o K0.5). Esse mecanismo de feedback é essencial para a homeostase energética durante o exercício físico intenso ou estados de hipóxia.
Devido à cooperatividade: a ligação do substrato em uma subunidade facilita a ligação nas outras, gerando o efeito de 'S'.
Em baixas concentrações, sim. Em altas concentrações, o efeito inibitório no sítio alostérico supera o efeito de saturação do sítio ativo.
Km é usado para cinéticas hiperbólicas (Michaelis-Menten). K0.5 é o termo análogo para cinéticas sigmoidais (alostéricas).
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